segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Todos devem uma morte a Deus


 Na bíblia, o livro do Eclesiástico recomenda a lembrança diária da morte, para que não pequemos (Eclesiástico 7,40). Isso, porque Deus não quer que quando chegue essa hora estejamos sem condições de entrar em seu reino. Na verdade as sagradas escrituras nos ensinam que ele quer muitas coisas de nós.

Em contrapartida se define como alguém que não deve explicações para ninguém; isso aprendemos em algumas passagens bíblicas (Deuteronômio 29,29) também. Em outras passagens ainda, lemos que o dever do homem é obedecer sem questionar (Eclesiastes 12,13), aceitar tudo que vem do altíssimo (Eclesiástico 2,4), se humilhar acima de tudo e agradecer por tudo recebido (1ª Tessalonicenses), seja bom ou ruim.

De fato a vida do ser humano é bem complicada e é Deus quem a quis assim. Seus designios sempre serão insondáveis; é impossível ao homem compreender os seus porquês. Nos foi ensinado que por culpa da desobediência de Adão e Eva, todos foram castigados e a morte entrou no mundo. Eles desobedeceram um mandamento e sobrou para todo mundo. Enquanto isso aqui na terra ouve-se dizer que a "a criança não tem culpa, quando, por exemplo, nasceu de uma relação sexual que não foi concensual ou o bebê veio de uma gravidez indesejada.

O pensamento de Deus é diferente, ele decide o que quer sobre a humanidade e atribui a culpa da forma que convier. Ademais, depois de tudo que o ser humano fizer para tentar alcançar o céu eterno, ainda deve, ao final de sua vida, uma morte para Deus. Segundo a tradição, é ensinado que a morte é um recurso final para penitenciar o que faltou em vida e diminuir as possibilidades de condenação, isso para quem se esforçou por trilhar o caminho do bem, pois, quem se esforçou pelo contrário, terá nela, a consolidação daquilo que em vida praticou. Graças a Deus.

Fonte: Jefferson Roger 

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A intercessora divina


 Foi ela quem disse que de suas mãos saíam raios de luz simbolizando as graças que quer dar aos homens; graças essas que tantas vezes não pedem. Tantas vezes negligenciam o fato de que Deus, cumulou sim, a Virgem Maria com a capacidade de interceder junto ao seu filho Jesus, pedindo-lhe que auxilie as pessoas.

Não faltou vinho na celebração dos noivos e ela não pediu a seu filho que os ajudasse? Que tinha ela com isso? Izabel, grávida do sexto mês, recebeu a visita de Maria Santíssima que foi, como lemos na bíblia, "apressadamente" em seu auxílio. Que tinha ela com isso?

Padre Gabriele Amorth, quando recebeu sua nomeação para o ministério do exorcismo, nos conta que a primeira coisa que fez, foi se ajoelhar perante uma representação da Virgem Maria e lhe confiar essa nova função, pedindo auxílio e proteção. Mais tarde, em um de seus exorcismos o espírito maligno lhe disse que nada podia fazer contra ele porque "ela", apontando o dedo para cima, o protegia. Estava a falar da Virgem Maria.

Pois bem, Deus quis oferecer para a humanidade o auxílio dessa intercessora "toda cheia de graça", como ouvimos o Arcanjo Gabriel lhe nomear em sua saudação. Por que abrir mão daquela que pode sim, nos ajudar em tudo aquilo que precisamos para um dia chegarmos ao céu? Não se deve temer uma aproximação com a Virgem Maria por receio de se afastar de Jesus, negligenciá-lo, ou dele menos gostar. "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao pai se não por mim", são as palavras de Cristo. Nossa Senhora (em seu papel) nos ajuda a nos configurarmos ao modelo de seu filho para agirmos como é do seu agrado, para dele nos aproximarmos adequadamente a fim de que sejamos um dia admitidos em seu reino.

Fonte: Jefferson Roger 

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dilemas sociais

 

Quanto tempo você está disposto a ceder para as redes sociais digitais. Já parou para analisar quanto tempo fica sem estar conectado na rede mundial? Todos já sabem, a tecnologia está aí e assume um papel bem abrangente na vida de todos. Todos também sabem que ela vem se fazendo essencial em muitas áreas sociais. Em muitas, não em todas.

Também é fato que seus mecanismos possibilitam coisas boas e coisas ruins. Biblicamente lemos que tudo nos é ofertado, mas nem tudo nos convém e devemos reter apenas aquilo que é bom. Cuidemos com o bom, pois esse 'bom' é conforme o critério divino, não o critério humano, majoritariamente egoísta, quase sempre.

O que também é fato, mas que fica tampado como peneira, é que existem no mundo dois tipos de empresas, somente, que podem chamar as pessoas de usuários: a de drogas e a da internet. Em ambas, o ser humano foi transformado em produto, mas nas envolvidas com internet, a disputa é pela atenção das pessoas e o que estamos a falar aqui não é novidade nenhuma.

Enquanto os responsáveis pela tecnologia persuasiva trabalham para cada vez mais criar maneiras de manipular as pessoas e consumir delas o maior tempo possível, podemos nos perguntar: estamos trabalhando e dispostos para cada vez mais ceder o nosso tempo para as coisas de Deus?

Fonte: Jefferson Roger 

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domingo, 11 de janeiro de 2026

A vingança e a represália divina


 O braço pesado da justiça divina por certo está sendo adiado por conta das boas almas que habitam a terra, dos constantes pedidos de Nossa Senhora e é claro, do tempo divino, que aguarda o momento que Jesus disse que só cabe a Deus saber para dar início à segunda vinda de Cristo e aos últimos acontecimentos da história da humanidade nesta etapa de sua existência.

Lemos na bíblia que de Deus não se deve zombar. Para os que fazem pouco caso disso, ou pior ainda, pouco caso da bíblia, escolhe pagar o preço da fatura que será apresentada no final de suas vidas. Em Eclesiastes está escrito que Deus fará prestar contas de todos os nossos atos, sejam eles bons ou maus.

Em Deuteronômio 32,35 lemos que  "a mim me pertencem a vingança e as represálias, para o instante em que o seu pé resvalar. Porque está próximo o dia da sua ruína e o seu destino se precipita." Como nos parece, para aqueles que escolhem se tornarem inimigos de Deus, defendem essa posição, incentivam outros a fazerem o mesmo e ainda por cima praticam o mal conscientemente para com os filhos de Deus, aqueles que escolheram seguir Jesus, para esses, cremos que se encaixam as palavras desse versículo.

Mesmo assim, se para eles fica destinada a vingância, certamente a represália fica reservada para todos que precisam de correção. Correção esta que Deus aplica em suas criaturas porque agora é a hora de nos educar para um futuro melhor. Devemos pois, escolher um comportamento que nos leve ao céu, mesmo ao custo das represálias, ao invés de um comportamento que nos leve para a danação eterna; vingança divina, maior não há.

Fonte: Jefferson Roger 

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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dar e tirar

Essa história de que Deus dá e Deus tira é bem conhecida do ser humano. De fato, se formos atribuir à ele os ganhos e perdas de nossas vidas durante nossas caminhadas, a coisa ganha uma dimensão bem grande. Dá muito pano pra manga quando afunilamos o assunto ao dizermos que Deus concede uma graça e depois, quando acha que deve, a retira. Sem dúvida, a compreensão humana desta vida nunca vai alcançar os entendimentos e razões divinas. É inútil tentar.

Se pensarmos que Deus dá uma graça quando a pessoa merece, mas depois a retira quando ela deixa de merecer, então tudo bem. Os pais não fazem isso? Vamos a um exemplo, o castigo de tirar um celular e devolver quando o período de penitência passar; isso é bem comum entre pais e filhos. Claro, não exemplifica bem o tema do artigo, mas é possível o leitor criar um raciocínio sobre uma linha de pensamento possível de ser praticada pelo autíssimo.

Mas, indo um pouco mais fundo, vejamos o caso do personagem bíblico Jó. Deus deu graças e bênçãos, depois tirou e por Jó não reclamar nem um pouco disso atribuindo a Deus toda a razão desta atitude, no final das contas, recebeu outras graças. Isso é um mistério para a mente humana que só iremos compreender plenamente depois da morte, na revelação divina. Sabemos disso pois foi Maria Santíssima que revelou em suas aparições: "agora vocês não entendem, mas no céu tudo vos será revelado".

Até lá, temos que fazer o nosso melhor e acreditar que quando Deus tira, tem os seus motivos, sabe que merecemos e faz para o nosso bem, por mais que nossa razão queira teimar o contrário. Afinal, temos que escolher: seguir Jesus Cristo e os mandamentos ou seguir o mundo e nossas vontades próprias. Quem se queixa para Deus reconhece sua pequenez e sua miséria, quem se queixa para do diabo, reconhece seu egoísmo.

Fonte: Jefferson Roger 

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A onisciência de Deus


"Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo. Deu-lhe este preceito: “Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.” -- Gênesis 2, 15-17.

Como vemos existia o mal antes da criação do ser humano. Sendo assim, paira a questão: se Deus é onisciente então sabe de tudo e se sabe de tudo sabia que o casal iria provar da fruta proibida. Não resistiram e pecaram. Deus tinha dúvidas se pecariam, queira provar alguma tese sobre sua criação ou o que?

E mais, depois que fizeram o erro, a bíblia diz que Deus foi passear no fim da tarde para conversar e se deparou com eles cientes da nudez e o resto todo mundo sabe. E mais ainda, lemos na bíblia que Deus sabe do que precisamos antes que o peçamos. Estamos vendo que é descrito um Deus que sabe das coisas, que lê os corações. Mas se é assim por que deixa que o homem cometa erros?

Será que é para depois ensinar uma lição? Se sabia que comeriam do fruto proibido por que os colocou naquela situação? Achava ser possível que não comessem? Achava ser possível que o diabo não os tentassem? São muitas perguntas e todas sem respostas ao alcance do entendimento humano e isso porque Deus quer assim, exatamente como lemos neste versículo: "O que está oculto pertence ao Senhor, nosso Deus; o que foi revelado é para nós e para nossos filhos, para sempre, a fim de que ponhamos em prática todas as palavras desta lei" -- Deuteronômio 29,29. Ou seja, temos que crer em nosso criador, observar suas leis em um esforço para agradá-lo. "Em conclusão: tudo bem entendido, teme a Deus e observa seus preceitos, é este o dever de todo homem. Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau" -- Eclesiastes 12,13-14.

Fonte: Jefferson Roger 

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Detalhes da agonia de Jesus

 

“Chegada a hora da Paixão de meu Filho, seus inimigos o prenderam dando-lhe golpes em seu pescoço e em seu rosto e, cuspindo nele, o escarneciam. Além de o despirem, prenderam suas mãos em uma coluna atando-as sem misericórdia e, assim, se encontrando com esta sorte, nu por completo, padeceu a vergonha de sua nudez.


Diante de seus amigos, seus inimigos que o cercaram e começaram a açoitar seu puríssimo e santíssimo corpo. Ao primeiro açoite, eu, que em espírito era a que mais estava perto Dele, caí por terra como morta e quando retornei a mim, vi seu corpo açoitado e ferido podendo ver os ossos de suas costas por entre as feridas. E, todavia, era mais cruel quando o açoitavam com uma corda, pois estes açoites arrancavam pedaços de sua carne deixando-a sulcada como uma terra arada.



Quando meu Filho estava entregue a esta sorte, todo banhado de sangue sem haver em todo seu corpo parte sã nem onde se pudesse dar um açoite mais, um homem chegou até os carrascos e, com nojo, lhes disse: “Querem matar este homem antes que ele seja julgado?” E, então, cortou as cordas que prendiam Jesus. Com as mãos livres, meu Filho se vestiu como pôde e vi o lugar onde estavam seus pés, todo cheio de sangue, foi deixando suas pegadas ensangüentadas, acompanhei todos os seu passos, porque ao andar deixava a terra empapada com seu sangue precioso.

Não lhe deram espaço para que se vestisse e, com grande pressa e empurrões, o levaram como um ladrão, com grande dificuldade Ele tentava limpar o sangue que tinha nos olhos. Depois de haverem-no condenado, puseram sobre seus ombros a cruz e, tendo-a levado um pouco, tomaram um outro para que o ajudasse. Enquanto meu Filho caminhava até o lugar onde havia de morrer, recebia golpes no pescoço e outros na face e eram golpes dados com tanta força e veemência que, assim, eu podia ouvir claramente os sons dos açoites. Ao chegar junto com Ele ao lugar de sua Paixão, vi todos os instrumentos com que haviam de dar-lhe a morte.

Assim meu Filho esteve ali, desnudou-se ele mesmo de suas vestes enquanto seus carrascos diziam: “Estas roupas são nossas e não tornará a colocá-las porque está condenado à morte”. Estando Ele completamente nu, recebeu de alguém que se encontrava por ali, um pano para que pudesse cobrir parte de seu corpo exposto, o qual fez com muita alegria. Depois, os cruéis sacerdotes lhe agarraram e o colocaram na cruz cravando a mão direita no buraco pelo qual fora feito e atravessando a mão Dele pela parte em que os ossos estão mais unidos; depois, atando cordas ao pulso da outra mão, esticaram seu braço com violência e pregaram da mesma maneira. Logo, também pregaram o pé direito e, sobre ele, o esquerdo com os cravos que, de tal modo, todos os seus nervos e veias se estenderam e rasgaram. Puseram a coroa de espinhos em sua santa cabeça e apertaram-na, de tal forma, que com o sangue que saía, seus olhos se encheram, seus ouvidos se obstruíram e toda sua barba foi afetada com o mesmo sangue que por ela corria.

Quando meu Filho, que se achava dessa maneira, cheio de sangue e cravado na cruz, compadecendo-se de mim que estava chorando junto a Ele, fitou os olhos cheios de sangue em João, meu sobrinho, e pediu-lhe que cuidasse de mim. Neste momento ouvi uns que diziam que meu Filho era ladrão. E ouvi outros ainda dizendo que era mentiroso e outros diziam que não havia outro homem mais digno de morte do que Ele e, com isso, minha dor se renovava. Mas, como lhe havia dito, ao primeiro golpe que deram no cravo que o pregaram, caí como morta, minha visão escureceu e meus pés tremiam e, por causa de tanta dor que sentia, não pude vê-lo até que terminaram de pregá-lo. Pus-me de pé e vi meu Filho pendurado na cruz como se fosse um miserável e eu, tomada por tal agonia, apenas podia ficar em pé e mais nada. Quando meu Filho me viu com seus amigos chorando inconsolavelmente clamou por seu Pai com voz chorosa e alta dizendo: “Pai, por que me abandonaste?”

Era como se dissesse: Não há quem tenha misericórdia de mim senão vós, meu Pai. Então, se puseram os olhos meio mortos, as bochechas afundadas na face e o semblante fúnebre, a boca aberta e a língua cheia de sangue, a barriga estava grudada nas costas como se no meio não tivesse entranhas. Todo seu corpo estava roxo e debilitado pelo sangue que havia derramado; seus pés e mãos abertos e estendidos se adaptavam a forma da cruz e eu podia ver seu cabelo e barba tomados pelo sangue. E, ainda assim, estando seu corpo tão maltratado e ferido, somente seu coração se mantinha vigoroso porque tinha uma excelente e robusta natureza, visto que de minha carne tomou um corpo muito puro e perfeitamente forte. Tinha uma pele tão terna e delicada que, por menor que fosse o golpe que recebesse, no lugar saía sangue, e este sangue era tão delicado que se podia vê-lo por sob sua pele como por um cristal.

E como meu Filho era de tão forte constituição fisiológica e de natureza, lutava a vida com a morte em seu dilacerado corpo; pois a dor de seus membros e nervos destroçados subia a seu robusto e incorrupto coração e o maltratava com indescritível dor e tormento e, em outras vezes, a dor de seu coração entrava por entre os membros dilacerados, com isso, se prolongava sua amarga morte. Tomado por tamanhas dores que não cessavam, viu chorosos seus amigos, os quais preferiram padecer aquela pena em si mediante seu auxílio e, até arder para sempre no inferno, do que vê-lo padecer de tal maneira.

A Paixão de meu Filho era a causa da dor de seus amigos e excedeu a toda a amargura e tribulação que sofreu tanto no corpo como no coração porque os amava muito ternamente. Então, com a demasiada aflição de seu corpo, clamou ao Pai de parte de sua humanidade dizendo: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito”. Quando eu, sua aflitíssima Mãe, ouvi estas palavras, tremeram todos os meus membros com amarga dor que atingiu fundo meu coração já doloroso e, quantas vezes eu pensava nestas palavras, soava como de novo em meus ouvidos.

Chegando a hora de sua morte, seu coração despedaçava-se por causa da violência das dores, todos os seu membros tremiam, a cabeça levantando-se um pouco, tornava a cair, a boca estava aberta e sua língua banhada toda em sangue. Suas mãos se fecharam de forma a ficar contraída, pois nela havia os cravos e, assim, seus pés sustentavam o peso de seu corpo. Seus dedos e braços se estendiam de certo modo e as costas faziam grande força na cruz. Chegando Ele a esse estado, disseram-me: “Maria, seu Filho já está morto”.

E outros me diziam: “Morreu, mas ele ressuscitará”. Depois que todos já tinham se despedido dele, veio um que cravou uma lança no lado de meu Filho com tanto vigor que quase saiu pelo lado oposto e ao tirar a lança, toda ela estava banhada de sangue. Parecia-me, então, que meu coração havia sido atravessado, assim como havia visto o que acabara de ser feito em meu caríssimo Filho. Desceram-no da cruz e o recebi em meus braços, sua aparência era senão de um leproso cadavérico; porque os olhos estavam já mortos e repletos de sangue, a boca fria como a neve, a barba eriçada, a face contraída, as mãos e os braços tão deslocados, que não se podia segurar e, assim, colocaram em cima de meu ventre.

Da maneira em que esteve na cruz, eu o tive em meus braços como um homem que recebera tormento em todo seu corpo. Envolveram-no em um lençol limpo e eu o sequei, com minhas roupas de linho, suas feridas, limpando suas chagas e fechando-lhe os olhos e a boca que em sua morte permaneceram abertos. E por último, O colocaram no sepulcro.”

“Ama-me de todo coração, pois eu lhe tenho amado tanto que com prazer me entreguei por você a meus inimigos por própria e livre vontade e minha Mãe e amigos entregaram-se juntos a uma amarguíssima dor e pranto. Quando vi a lança, os cravos e os açoites e os demais instrumentos de minha Paixão, ainda assim me coloquei a sofrer com alegria. Quando minha cabeça sangrava por todas as partes desde a coroação de espinhos, assim, então, meus inimigos se apoderaram de meu coração, preferiria que o fizessem e o despedaçassem ao ter que perdê-la. Portanto, você seria muito ingrata se, depois de tanta entrega, não me retribuísse com grande amor. Se minha cabeça foi perfurada e se inclinou por você na cruz, também sua cabeça deveria inclinar-se à humildade. Visto que meus olhos estavam ensangüentados e cheios de lágrimas, assim seus olhos devem apartar-se de todo e qualquer deleite carnal. E, da mesma forma que meus ouvidos cheios de sangue ouviram palavras injuriosas, assim afaste os seus de ouvir mentiras e futilidades. Porque minha boca foi forçada a beber vinagre, a sua estará fechada para o mal e aberta para o bem. Minhas mãos foram estendidas e atravessadas com os cravos, por isso suas obras, que são representadas pelas mãos, devem estender-se aos pobres e a cumprir meus mandamentos. Teus pés, isto é, os afetos com que você deve vir a mim, devem ser crucificados afastando-se de todos os deleites mundanos para que, assim, como eu padeci em todos os meus membros, de igual sorte, todos os seus se ocupem do meu serviço, porque dando-lhe mais graças que aos outros, quero que me sirva mais que a eles”.

“Quando meu Filho morreu, eu era uma mulher com o coração transpassado com cinco espadas. A primeira foi sua vergonhosa nudez. A segunda espada foi a acusação contra Ele, pois lhe acusaram de traição, de falsidade e de deslealdade. Ele, quem eu sabia que era justo e honesto e que nunca ofendeu e nem quis ofender a ninguém. A terceira espada foi sua coroa de espinhos que perfurou sua sagrada cabeça tão selvagemente que o sangue escorreu até sua boca, sua barba e seus ouvidos. A quarta espada foi sua voz fraca, prestes a morrer na cruz, com a qual gritou ao Pai dizendo: ‘Pai, porque me abandou?’ Era como se dissesse: ‘Pai, ninguém se apieda de mim, somente você’. A quinta lança que cortou meu coração foi sua amarguíssima morte. Seu preciossíssimo sangue se derramava tanto quanto espadas transpassavam meu coração. As veias de suas mãos foram perfuradas e a dor de seus nervos afetados chegava até seu coração e seu coração também se virava a recorrer as suas terminações nervosas. Seu coração era forte e vigoroso, ao ter sido dotado de uma boa constituição, isto fazia com que sua vida resistisse lutando contra a morte e que sua amargura se prolongasse ainda mais no cúmulo de sua dor. À medida que sua morte se aproximava e seu corpo chegava ao máximo ante tanta dor insuportável, de repente todo seu corpo se convulsionou e sua cabeça, que ia para trás a todo momento, pareceu erguer-se de uma maneira diferente. Abriu levemente seus olhos semifechados e por vez abriu sua boca de forma que pude ver sua língua ensangüentada. Seus dedos e braços, que estavam muito contraídos, se esticaram. 

Nada mais houve depois disso e, assim, entregou seu Espírito e sua cabeça abaixou-se sobre seu peito. Suas mãos correram um pouco em relação ao lugar das feridas e seus pés tiveram que suportar a maior parte do peso. Então, minhas mãos ficaram secas, meus olhos se fecharam em escuridão e meu rosto ficou pálido como a morte. Meus ouvidos não ouviam nada, meus lábios não podiam articular palavra alguma, meus pés não me sustentavam e meu corpo caiu ao chão. Quando me levantei e vi meu Filho com um aspecto pior que um leproso, lhe entreguei toda minha vontade, sabendo que tudo havia ocorrido segundo a sua e que nada disso teria sucedido sem que Ele não houvesse permitido. Dei-lhe graças por tudo e certo júbilo se misturou em minha tristeza porque vi que Ele, que nunca havia pecado e por seu grandiosíssimo amor, quis sofrê-lo todo pelos pecadores. Que estes que estão no mundo possam contemplar o que passei quando morreu meu Filho e que sempre o tenham em sua memória!”

“Maria falou: “Você deve refletir sobre cinco coisas, minha filha. Primeira, como todo os membros no corpo do meu Filho foi esticado na sua morte e como seu sangue esvaía e corria por cada membro de suas chagas enquanto estava sofrendo o esgotamento. Segunda, como Seu coração foi perfurado tão amargamente e sem misericórdia por aquele homem que enfiava a lança até que ela atingisse uma costela, e ambas as partes do coração estivessem na lança. Terceira, reflita sobre como Ele foi retirado da cruz! Os dois homens que o desceram fizeram uso de três escadas: uma alcançou seu pé, a segunda bem abaixo d
e seus braços e axilas, a terceira no meio de seu corpo. O primeiro homem subiu e O segurou pelo meio. O segundo puxou o prego da outra mão. Os pregos se estendiam pela trave mestra. Então o homem que estava segurando o peso do corpo desceu tão vagarosamente e cuidadosamente quanto podia, enquanto o outro homem subiu na escada que ia até os pés e puxou os pregos dos pés. Quando ele foi trazido ao chão um deles segurou o corpo pela cabeça e o outro pelos pés. Eu, sua Mãe, o segurei pela cintura. E, então, nós três o carregamos até uma pedra que eu tinha coberto com um lençol limpo no qual enrolamos Seu corpo. Eu não costurei o lençol, pois eu sabia que ele não decomporia na sepultura. Depois disso, veio Maria Madalena e outras Santas Mulheres. Anjos, também, tanto quanto os átomos do sol, estavam lá, demonstrando sua devoção ao seu Criador. Ninguém pode dizer quanta tristeza eu tinha naquele momento. Eu estava como uma mulher dando a luz e que tremia todos os membros de seu corpo após o nascimento. Embora ela mal pudesse respirar devido a dor, continuava alegrando seu coração o máximo que podia, porque sabe que a criança a qual deu a luz nunca mais voltará a mesma provação dolorosa que acabou de passar. Da mesma maneira, embora nenhuma tristeza possa ser comparada a minha tristeza por causa da morte do meu Filho, minha alma continuava se alegrando, pois eu sabia que meu Filho não morreria mais, porém viveria para sempre. Assim, minha tristeza foi misturada com uma medida de alegria. Eu realmente posso dizer que existe dois corações na sepultura que meu Filho foi enterrado. Não é dito que: ‘Onde seu tesouro está, também está seu coração? Da mesma forma, meu coração e minha mente estavam sempre na sepultura do meu Filho.

Fonte: adaptado de https://vashonorabile.blogspot.com

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As quinze dores secretas de Jesus

 
 

Esta devoção foi aprovada e recomendada pelo Sacro Colégio dos Cardeais e pelo Papa Clemente XII (1730-1740).

Estando piedosamente recolhida em oração, Irmã Maria Madalena, da Ordem de Santa Clara, que vivia em Roma e morreu em fama de santidade. Ela recebeu a visita de Nosso Senhor, dizendo que gostaria de revelar-lhe as quinze dores secretas de Sua Dolorosa Paixão.

“Minha querida filha! Peço-te que faças conhecidas de muitas almas estas Minhas angústias e dores secretas, a fim de que sejam meditadas e honradas. No Dia do Juízo Final Eu darei uma eternidade para aqueles que, por amor e com reconhecimento, Me tenham oferecido todos os dias os merecimentos de Meus Sofrimentos secretos, completando a oferta com a oração de Louvor e Reparação que segue:”

1. Amarraram os Meus pés com uma corda e arrastaram-Me por escada abaixo, para um porão fedorento e imundo.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

2. Eles Me despiram de Minhas roupas e apunhalaram-Me com pontas de ferro, cobrindo o Meu Corpo de chagas.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

3. Eles amarraram uma corda em volta do Meu Corpo e Me arrastaram para a frente e para trás no chão do porão.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

4. Eles Me prenderam a um pedaço de madeira e nela Me deixaram suspenso, até que escorregasse e caísse por terra. Chorei lágrimas de sangue por causa dessa dor.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

5. Eles Me amarraram a uma estaca e martirizaram-Me com todas as espécies de armas, varando-Me o Corpo, atirando-Me pedras e queimando-Me com brasas e tochas.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

6. Eles Me perfuraram com furadores e varas e arrancaram a pele e a carne do Meu Corpo e das Minhas veias.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

7. Eles Me amarraram a uma coluna e colocaram os Meus pés sobre uma chapa metálica incandescente.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

8. Eles me coroaram com uma coroa de ferro e vedaram os Meus Olhos com trapos repugnantes.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

9. Eles Me sentaram em uma cadeira cheia de pregos pontiagudos que abriram buracos profundos em Meu Corpo.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

10. Eles regaram Minhas feridas com chumbo fundido e piche e Me empurraram da cadeira abaixo.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

11. Eles colocaram agulhas e pregos nos buracos da Minha barba, já violentamente arrancada, para me envergonhar e me atormentar.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

12. Eles me jogaram em uma cruz, à qual Me amarraram com tanta força e dureza que estive a ponto de ser asfixiado.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

13. Eles espinharam-Me a Cabeça. Um deles pôs-Me o pé sobre o peito e atravessou-Me a língua com um espinho de Minha coroa.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

14. Eles derramaram as mais horríveis imundícies em Minha boca.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

15. Eles usaram as palavras e expressões mais vergonhosas sobre Mim, amarraram Minhas mãos nas Minhas costas, conduziram-Me para fora da prisão com muitos golpes e vergastando-Me muitas vezes.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

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Oração de Louvor e Reparação

“Meu Senhor e meu Deus! É minha vontade irrevogável honrar-Vos e adorar-Vos por todas as Vossas dores secretas e pelo derramamento do Vosso Sangue. Quantos grãos de areia haja no mar, grãos de terra nos campos, rebentos de erva em toda a terra, frutos nas árvores, folhas nos ramos, flores nos campos, estrelas no firmamento, Anjos no Céus e criaturas sobre a terra, tantas milhares de vezes sejam adorados e glorificados o Senhor Jesus Cristo, o Seu Santíssimo Coração, o Seu preciosíssimo Sangue, o Sacrifício Divino da Santa Missa e o Santíssimo Sacramento do Altar.

Sejam louvados e glorificados a Santíssima Virgem Maria, os noves coros gloriosos dos Anjos e a multidão dos Santos, por mim e por todos os homens, agora e por toda a eternidade. Tantas vezes eu desejo, meu bem amado Jesus, agradecer-vos, servir-vos, agradecer-vos, reparar todos os ultrajes que Vos são feitos e pertencer-Vos de corpo e alma. Quero, muitas vezes, arrepender-me dos meus pecados e pedir-vos, ó meu Deus, perdão e misericórdia. Quero também oferecer a Deus Pai os Vossos méritos infinitos, em reparação das minhas faltas, dos meus pecados e pelos meus tão merecidos castigos. Estou firmemente decidido a mudar de vida e peço-Vos que, a hora da minha morte, me sinta feliz e em paz.

Quero também rezar pela libertação das pobres almas do Purgatório. Desejo renovar fielmente este louvor de reparação e amor, em cada hora do dia e da noite, até ao último instante da minha vida.

Peço-Vos, meu bom e amabilíssimo Jesus, que confirmeis no Céu este meu sincero desejo. Não consintais, Jesus, que ele seja destruído pelos homens, e muito menos ainda, pelo espírito maligno."

Amém

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

 Fonte: adaptado de https://fundacao-ais.pt/ 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Orações duvidosas

Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e vos será aberto, vigiai e orai sem cessar, Deus acolhe quem o procura com um coração sincero, ele vê no oculto do coração, tudo que pedirdes na oração, peça com fé, sem duvidar, como se já tivesse recebido. Aquilo que escolheres vos será dado.

Essas são afirmações bíblicas encontradas nas sagradas escrituras. Sobre elas a pessoa precisa adotar um posicionamento, uma postura. Ou crê e supera sua razão com a fé, ou fica muito abaixo do que ela pode conceder porque a razão impede a pessoa de se relacionar intimamente com Deus. A razão tenta o sujeito a questionar a eficácia da oração, isso porque reza achando que é uma obrigação de Deus atender quem reze. Ele, que sabe do que precisamos antes mesmo que peçamos, não se faz surdo, mas sempre vê no ato de orar uma oportunidade para aumentar a fé das pessoas.

Sabe-se de graças, na história da humanidade, que levaram muito tempo, algumas, anos para serem alcançadas, algumas até uma vida inteira. Sobre isso Jesus vai ensinar na parábola do juíz e da viúva que a oração precisa ser insistente, não no sentido de forçar Deus a atender, mas no sentido humildemente mostrar para ele o quanto essa intenção, pedida na oração, de fato se quer. Não é um pedido simples, passageiro ou superficial, é um pedido sério e sincero que ao Deus do impossível foi dirigido. Pedido este que será atendido, pois, do contrário, toda a sagrada escritura seria uma mentira, Jesus seria um mentiroso, Deus também. E para aqueles de nós que ainda assim, encontram argumentos para justificar que as coisas não são bem assim, vale lembrar de outra passagem bíblica onde se diz que não sabemos pedir como convém.

Por isso muitas orações não são atendidas, não pedimos como convém, mesmo Jesus tendo nos ensinado, mesmo as sagradas escrituras tendo nos ensinado, mesmo o próprio Deus tendo explicado como precisamos rezar,  ainda assim, muitos de nós agem como negociadores comportando-se como se Deus fosse um prestador de serviços. Uma atitude assim só demonstra o quão duvidosa é a atitude da pessoa.

Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Blasfêmia em Viena

Há poucas semanas noticiamos o descaso de um museu de arte em Viena, na Austrália, que colocou em seus espaços uma exposição que utiliza a temática religiosa para defender uma ideia de que é possível a arte expressar sua opinião sem ofender a fé das pessoas.
A situação gerou muita polêmica, como sempre; afinal, o tema do sagrado é algo muito sério para muitas pessoas. Quem acredita em Deus, optou por seguir Jesus Cristo, tem fé em toda a reta ortodoxia doutrinal, fica muito ofendido e transtornado quando pessoas descrentes invadem um território que visualizam com uma importância diferente ou se quer isso.
Em um momento como este, as pessoas se sentem como o apóstolo Paulo que professa unir os seus sofrimentos aos de Cristo na cruz. A ideia por trás disso consiste em sofrer as dores, por compaixão, em relação a quem se gosta.
Foi justamente neste espírito que os católicos se reuniram em frente ao museu austríaco para realizarem uma obra de reparação pelas ofensas cometidas contra os cristãos e também para protestar pedindo o fim da exposição. Quando Jesus disse que por ocasião de sua segunda vinda, por acaso iria encontrar alguma fé nas pessoas, a resposta é sim. Existem cristãos sim, que não se envergonham de demonstrarem publicamente sua fé em Jesus Cristo. Que todos nós sejamos assim, pois, foi para isso que fomos crismados.

Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

MimiPai e MimiFilha 2.0

 


Era o ano de 2012 e eu começaria minhas apresentações teatrais em Curitiba, de forma social e voluntária. O objetivo sempre foi alegrar e informar, levando em pequenos momentos, poucos minutos, mensagens que levem as pessoas a refletirem naquilo que são, naquilo que fazem e em suas relações interpessoais e com Deus. O que foi começado sozinho, depois de um tempo contou com a participação de minha filha mais velha.

Fizemos desde pequenas apresentações até grandes atuações em auditórios.

Com baixos recursos mas uma boa dose de planejamento e criatividade uma coisa nunca faltou: a confiança um no outro durante a atuação. Cada um sabia o que tinha que fazer, mas sabia que o outro não o deixaria na mão realizando sua parte como ensaiado e combinado. Confiança.

Embora nossas apresentações se destinam ao público, sempre adotamos uma regrinha básica para que as coisas não saiam errado: temos que nos concentrar na mensagem que queremos passar e não nas pessoas. O saldo virá e será uma consequência de nossas escolhas anteriores e do tempo que nos dedicamos ensaiando.

Este ano, minha segunda filha, a mais nova, fez sua estreia; é como dizem, a fruta não cai longe do pé. Aos dez anos de vida a Sofia não deixou por menos e contracenou comigo -- o pai dela -- diante de uma plateia de maioria desconhecida. Foi um sucesso, graças ao seu preparo e orientação. Assim tem que ser entre pais e filhos, que aqueles sirvam de inspiração e motivação para estes, ensinando-os os caminhos corretos nas mais diversas áreas da vida inclusive e principalmente, aqueles caminhos que precisam ser pautados na palavra de Deus.

Fonte: Jefferson Roger



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Trinta anos


Pois é, isso mesmo que você leu; faz trinta anos que estou com a mesma pessoa, somando namoro, noivado e casamento. No dia um de dezembro de mil, novecentos e noventa e cinco começaria minha história com essa mulher. O meu alicerce aqui na terra, que me ama acima dos meus defeitos e imperfeições. Seu cuidado para comigo sempre foi além do merecido por mim e eu, retribuí na maioria das vezes, muito abaixo do merecido por ela. Faço o melhor que posso, mas é muito pouco porque posso quase nada.


No entanto, agradeço todos os dias por ela, pelas minhas duas filhas e pela família que formamos. Hoje em dia a cultura e os conceitos do mundo veem isso de uma maneira bem diferente, mais "moderna". Não sei onde se encaixa essa necessidade de modernismo pagão. Já que o que é certo é certo e o que é errado é errado, em termos de relacionamento pautado na palavra de Deus, adotar modernidades e novas formas de ver os relacionamentos é a receita certeira do fracasso.


Pessoas nos perguntam se ainda estamos casados, se estamos casados com a mesma pessoa, se admiram pelo tempo que estamos juntos mas as coisas param por aí. Nós procuramos ser imitadores do Cristo (1 Coríntios 11,1), não existe fórmula mágica e sim doação, respeito e amor. Todo mundo sabe que não é fácil, mas, infelizmente, a maioria abriu mão dessa forma de santificação que é o matrimônio para ficar apenas no campo da superficialidade e das relações passageiras com fins egoístas.


Para mim é uma grande alegria poder olhar para trás e poder olhar para minha vida e enxergar que estou onde estou e sou o que sou graças a Deus e a minha família. É preciso aceitar o casamento com tudo que ele tem incluso. E olha que ele tem de tudo; desafios, tribulações, dificuldades, mas também está recheado de coisas boas. E com o tempo não se permanece casado por comodidades ou por se evitar problemas com separações; se permanece casado porque não se vive mais sem a pessoa amada e tudo na vida que está ligado a ela. O amor se transforma mas não termina, assim é como me sinto: um homem casado e feliz com essa mulher que me proporciona tudo que preciso na vida.

Fonte: Jefferson Roger

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domingo, 30 de novembro de 2025

Arte e religião

 

Por todo o mundo sabemos que existe a arte, também sabemos que existe a religião. De fato, para resumir, tudo que existe em toda parte se faz presente. Até aí nada de mais e tudo de bom. Sera? Depende. Depende é claro do ponto de vista da pessoa, de suas verdades, daquilo que defende como certo e da sua relação com as pessoas, com a sociedade e com Deus

Como tanta coisa existe seria ingenuidade o ser humano imaginar que elas, de alguma maneira, não se relacionariam. O problema é que, motivo deste artigo, quando a arte tenta representar a religião, mas sob pretextos bem afastados de qualquer mínimo tipo de sintonia. Todo mundo que gosta de arte já apreciou grandes obras muito, muito respeitosas em relação ao que a religião prega e a fé das pessoas.

Lemos na bíblia em Gálatas que de Deus não se zomba e de Deus não se brinca. Sim, é preciso ignorar o ensinamento bíblico para justificar atitudes dessa natureza. As fotos aqui, tristemente, expostas estão em uma apresentação em um museu de arte na Áustria. São apenas algumas retiradas para demonstrar a que ponto vão as blasfêmias e desrespeitos com a religião católica. 

O fiel católico certamente reconhece a originalidade distorcida daquilo que está sendo representado. Se não reconhece ou diz que não tem nada a haver, valei-me Nossa Senhora e Jesus Cristo. Como pode corroborar com imagens assim e ainda se intitular católico. A contramedida imediata é oração de reparação pelas ofensas contra o Imaculado Coração de Maria e o Sagrado Coração de Jesus.

Os artistas não tem nada melhor para fazer? Se não querem se envolver com Deus, seguir autenticamente e verdadeiramente uma religião e se relacionar com a palavra de Deus, precisam querer impor suas visões sobre isso assim, publicamente? O museu não se retrata e divulga em seu site que não tem inteção de criticar; claro, a intenção é ser amigo da onça. Seja como for, sempre atitudes assim irão dividir opiniões. Esperemos que os seguidores de Jesus Cristo permaneçam do lado do ressuscitado e de sua palavra. Afinal, foi Jesus mesmo que disse que não devemos agradar a dois senhores, São Tiago nos recorda que quem se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus e o Padre Thomas Kempis nos lembra que não é raro gostarmos daquilo que Deus não gosta.

Fonte: Jefferson Roger
 

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sábado, 22 de novembro de 2025

O conflito

 

Pois bem, que dureza é a caminhada humana nesta vida e rumo ao céu. Mais difícil ainda é quando queremos - e na verdade precisamos - sincronizar os dois modos de viver. Afinal, já que por aqui estamos, não temos muita saída: temos que viver. No entanto, sobre o mundo o apóstolo vai dizer que "nem tudo me convém". Aviso de que temos que diferenciar aquilo que não é saudável para a vida cristã. Lembremos, a vida cristã consiste em seguir Jesus Cristo e agradar a Deus, pelo menos.

Tudo é difícil e justamente por isso Jesus Cristo nos avisa que ele precisa participar de tudo em nossas vidas ("sem mim nada podeis fazer" - João 15,5). Esse nada, vindo de quem vem, tem uma força imensa. A pessoa que adere a isso passa por tudo que tiver que passar com uma paz e certeza interiores que, talvez não evitem dores e sofrimentos, mas acalantam corações e almas.

A certeza disso (João 15,5) promove o  afastamento da pessoa daquilo que poderá lhe trazer a ruína. Você pode ser bom, dotado de dons divinos e qualidades que te permitem ajudar ao próximo, mas, se não dominar os sentimentos e paixões desregradas será corrompido pelas promessas fáceis e terrenas.

Essa corrupção, fruto de uma alma em conflito por desaperga-se de Deus ao invés de desapegar-se do mundo entrega consequências desastrosas. Busquemos erradicar situações assim dentro de nós, não dar ouvidos para a parte que for contrária a Deus, não olhar para trás no arado, como nos ensina Jesus e nos atirarmos convictos pelo caminho aberto pelo Cristo, pois, temos que pedir sempre: paciência para suportar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para perceber a diferença.

Fonte: Jefferson Roger 

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O elo mais fraco


O diabo, sempre muito atento em sua desocupação de ocupar-se dos homens, é provido de vinte e quatro horas ininterruptas para explorar a humanidade. Lembremos que ele é muito mais experto que o homem, tem séculos de sabedoria de vantagem, conhece as escrituras e é um franco atirador.

A vitória do diabo é a nossa derrota eterna e nosso afastamento de Deus. Uma de suas aliadas é a razão humana que tenta, por conta de argumentos racionais, dificultar o entendimento da relação de Deus com sua criação. Vemos isso já em tempos bíblicos quando as pessoas pediam provas e sinais a respeito das coisas divinas. É até um pouco polêmico pois, se temos sentidos e faculdades parece justo usá-las.

Deus pensa e age diferente e espera que não nos afastemos muito de um comportamento parecido com o de Jesus (1ª Coríntios 11,1).  Sabe que temos que fazer isso porque nosso conjunto de recursos para viver neste vale de laǵrimas é empobrecido cada vez que não incluímos Deus naquilo que fazemos. Seja sozinho ou em família, não importa. O inimigo procura onde fazer pressão. Por isso famílias desunidas terminam separadas. Demonstram facilmente para o diabo por onde ele deve começar seu processo de ruína famililar. Por isso pessoas se perdem porque demonstram com suas atitudes e reclamações de viva voz o que em Deus está fora de sintonia com elas.

Pobre do homem que não enxerga o seu valor divino e põe tudo a perder colocando-se na posição deste elo que sucumbirá quando menos esperar. É preciso reconhecer que precisamos de uma blindagem divina em cada parte de nossas vidas (cada elo) para que as investidas malignas terminem em frustração.

Fonte: Jefferson Roger 

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Sem merecimentos

 

A bíblia nos ensina em sua palavra sobre o exercício diário e constante da humildade. Em muitas passagens somos advertidos sobre a necessidade de deixar de lado sentimentos e atitudes que são aplaudidos e incentivados pelo mundo. Afinal, quer o mundo que dele sejamos amigos e próximos e com isso nos afastemos das certezas divinas que só um olhar sobrenatural e uma atitude de fé conseguem nortear os passos do homem.

Sempre é bom recordar quando Jesus, a nosso respeito, em seu evangelho nos chama de servos inúteis. Isso coloca no chão toda tentativa humana de achar que é grande coisa, isso, no sentido de querer caminhar pelas próprias forças. Essa é a inutilidade que se refere Jesus. Ou seja, largue mão, pois "sem mim nada podeis fazer" - lemos em João 15,5, nas palavras do Cristo.

É bom reconhecermos que não merecemos nada e de que tudo é uma bênção. Evita a tentação de pensarmos que somos auto suficientes e de que Deus é um detalhe, uma opção; até porque, como gostar de alguém que não se conhece e se alegra com a humilhação humana?

Um pensamento humano pautado na razão passa por essa dificuldade e por isso se rende ao mundo. Amigos do mundo e inimigo de Deus, diz São Tiago. Importa antes agradar a Deus do que aos homens, lemos nas cartas dos apóstolos. A situação do cristão é esta, ou se lança na vida com o olhar da fé, ou a deixa se corromper pelas ofertas do mundo. Jesus disse que temos que escolher, pois não podemos agradar a dois senhores ao mesmo tempo.

Fonte: Jefferson Roger 

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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Gostos e desgostos


Gostar e deixar de gostar, por este tipo de experiência o ser humano passa quase que todos os dias, ou pelo menos, periodicamente. Gostamos de coisas que não gostávamos, deixamos de gostar do que gostávamos, não gostávamos de coisas que passamos a gostar e as variações dessa situação não param por aí. De fato, a condição humana vai proporcionando ao homem alterar conceitos, modo de pensar, de agir e de ver as coisas. Quanto mais se vive mais se aprende. Pelo menos é o que Deus espera de cada um quando vai concedendo um dia após o outro.

O problema é que, por permissão divina, o diabo se mete na questão e tenta contribuir com argumentos ilícitos que buscam perverter a alma para que esta se precipite ao inferno. Sobretudo, o foco do inimigo, seu objetivo principal não é revelado prontamente. Se assim o fizesse seus planos cairiam por terra muito rapidamente. Ele precisa iludir, enganar, fazer crer que não quer o mal da pessoa e sim a sua felicidade. Tenta subverter as coisas para que gostemos do que não devemos e deixemos de gostar do que precisamos.

Rezar a Deus todos os dias? Ele quer que não gostemos. Se confessar e rezar o terço? Quer que não gostemos. Aceitar os sofrimentos enviados e permitidos por Deus e oferecê-los pela conversão dos pecadores? Capaz! Pois bem, essa é a situação em que estamos inseridos. Gostemos ou não temos que lidar com isso durante toda a vida.

O Problema é que enquanto vamos deixando de gostar daquilo que Deus tem como importante para nossas vidas e passamos a gostar apenas do que queremos, vamos dando desgosto a Deus e a Jesus Cristo e entristecendo seus corações, situação muito lamentável, já que com atitudes assim, vamos negligenciando a oferta de admissão perpétua no céu. Depois que formos transformados pela morte o leite estará derramado; arrependimentos não existirão mais. Agora é a hora de acertarmos nossos passos e nossa relação com Jesus Cristo.

Fonte: Jeferson Roger 
 

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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Deixar para depois

 


Procrastinar, deixar para depois, aderir aos conselhos contrários que influenciam a pessoa a deixar para amanhã. A tentação do amanhã é a desculpa permanente para justificar não querer fazer algo, simplesmente porque não se prioriza, não se vê necessidade tampouco seriedade naquilo. Obrigações vem acompanhadas de inquietações. Isso, em vários aspectos da vida; a obrigação sempre é um fardo. Quanto mais pesado mais nos sentimos obrigados. Todavia, a balança existe e o contrário é válido. Senão como explicaríamos os sofrimentos voluntários dos santos? Ou as alegrias dos apóstolos por terem sofrido publicamente por causa de Jesus?

Quando alguma celebridade vai se apresentar, quantos não fazem fila um dia antes para entrar ou comprar ingressos? Suportam ficar de pé durante a apresentação no menor desconforto? Quantos trocam o dia pela noite e passam a madrugada toda em festas e baladas ao invés de dormir ou participar de uma santa missa? A missa que quase sempre dura cerca de uma hora causa inquietação se o padre estende a celebração.

Muito facilmente se deixa para depois por causa das prioridades, a seriedade da salvação da alma vai sendo renegada com uma grande facilidade. Como pode uma pessoa não achar importante se relacionar com Deus diariamente e prioritariamente? Com uma semana de cento e sessenta e oito horas, custa demais para o sempre atarefado sujeito, separar meia hora para a recitação do terço e uma hora em média para a participação de uma missa.

Deixar para depois é algo que qualquer um pode fazer; podemos deixar para depois qualquer coisa. No entanto, como é nossa intenção sobre isso? Estamos deixando mesmo para depois ou estamos deixando em definitivo, substituindo por outra coisa e ponto final? Dizendo que é para depois mas isso é um disfarce da tentação do amanhã? A vida é de cada um e a salvação é individual, quando a passagem que a morte nos transforma vier, aquele estado em que o indivíduo se encontra não pode mais ser alterado. Ter deixado para depois de nada adiantou, pois, sempre Deus nos concede o dia de hoje, o ontem não existe mais e o amanhã ainda não existe.

Fonte: Jefferson Roger

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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Necessidade ou obrigação

Pois é, cento e sessenta e oito horas existem na semana; divididas por cada um segundo suas necessidades e prioridades. Sabe-se que tempo é uma questão de prioridades e também é sabido por muitos que ele é utilizado como desculpa. É muito cômodo, para o que não se tem interesse dizer que a culpa é a falta de tempo. Como já se ouviu dizer também que se queria um dia com mais de vinte e quatro horas. Para se fazer o que? Mais do que se gosta de fazer ou fazer aquilo que não deu tempo?

Mas, se o tempo é uma desculpa, não importa quanto tempo tivéssemos a mais, continuaríamos a não fazer o que já não fazemos. E se não o fazemos é porque não é prioridade em nossas vidas. Sinal de um bom trabalho da catequese do mundo que prega muito bem sobre o que as pessoas precisam ter, ser e fazer para terem sucesso e serem felizes.

Infelizmente, o mundo coloca Deus em patamares bem inferiores, ele fica como uma opção em meio a tantas escolhas que as pessoas podem fazer. Entra aqui um ditado popular: a pessoa só se mexe quando está com água no pescoço. Resolve quando é assim pedir socorro como se sua necessidade fosse agora a mais importante de todas. Ora bolas, se é Deus, que me socorra! Se não me socorre tenho razão de não me relacionar com ele. 

Quem é ele que me obriga? Errado! Não obriga, sempre convida, mas, com o convite aceito vem o compromisso ensinado em sua santa palavra. É preciso ter em mente que a necessidade vem antes. Se entendermos isso nosso coração nos obrigará a nos movermos para junto do altíssimo, pois a necessidade de estar com ele, em comunhão e sintonia vale mais que qualquer obrigação por medo ou cumprimento de leis. Assim é o que deve ser adotado pelo cristão: faça porque quer e precisa não porque deve e teme consequências.

Fonte: Jefferson Roger 


 

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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Ninguém está acima da lei

Já diziam os filhos de Deus que, se as pessoas seguissem os seus  dez mandamentos bastaria e todas as demais leis criadas pelo homem não haveriam necessidade de existirem. Todavia, o ser humano, tentando ser mais esperto que Deus, resolve seu problema de "falta de liberdade" criando suas próprias leis e assim não necessita obedecer a Deus. Ora bolas, para que seguir mandamentos bíbicos se possui leis próprias, melhores que as divinas e com maiores flexibilidade? Mesmo assim, como tenta imitar o seu criador ainda que somente naquilo que lhe convém, acaba por esbarrar na natureza inflexível desta situação: se cria leis imagina-se que sejam para ordenar o comportamento em sociedade e, se assim for, para que sejam efetivas, tem que criar também as consequências das desobediências.
E é isto que faz quanto a criá-las e também é exatamente o que vemos por aí quanto a desobedecê-las. Seja como for, por conta de alguns motivos e algumas fraquezas humanas, vemos comportamentos dos mais variados, mas também tendências bem evidenciadas. E dentro dessas evidências uma coisa se percebe. Quem se esforça para cumprir os mandatos divinos faz o mesmo com as leis humanas. O contrário, infelizmente, é verdade: quem desobedece as divinas, muito facilmente transgride as terrenas.
É uma festa só, por causa das vaidades, egoísmos e desejos desregrados, o ser humano não está nem aí, nem para aquelas tampouco para estas, comporta-se como se estivesse acima da lei, vira as costas para qualquer regulamentação que possa lhe tolher. Sente com isso a curto prazo uma sensação de alívio, poder ser como quiser, fazer o que quiser e nada lhe acarreta como consequência.
Todavia o tempo vai passando e as seriedades esperadas que se assuma vão cobrando a consciência e a razão. Começa a pensar que vive em um mundinho seu muito pequeno, vazio de propósitos maiores e sem sentido; é a sementinha que Deus colocou na pessoa no momento de sua criação, programada para que sua criatura queira um dia votar para seu lugar de origem: o céu, ao preço que for e isso significa, como lemos nas sagradas escrituras, que "importa antes obedecer a Deus que aos homens" e isso inclui a si mesmo. "Que seja feita a vossa vontade" e não a nossa, afirmamos nas orações diárias do Pai Nosso, ensinada por Jesus Cristo.
Fonte: Jefferson Roger 
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terça-feira, 14 de outubro de 2025

A Sofia e a Filó


 No més que comemoramos o dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, dia doze de outubro também é marcado pelo dia da criança. Nossos filhos e filhas que nascem em um mundo bem diferente daquele em que viemos. Os tempos eram bem diferentes, as brincadeiras também, mas, a alegria de ser criança ainda é transmitida de pai para filho.

Jesus preza muito por elas, ao ponto de dizer no evangelho que quem fizer maldades com elas irá se ver com ele. De fato, é um bem muito precioso para a humanidade uma criança. Nela é depositada a continuidade das famílias. São educadas de pai para filho, aprendem a tradição e os valores familiares e sobretudo, aprendem qual deve ser a sua relação com Deus.

Uma criança afastada de Deus tem chance alguma perante os desafios do mundo, que é exigente e implacável. Mas, ao contrário, pode desfrutar de sua infância e adolescência e se tornar um adulto responsável, disposto a viver em um esforço para agradar a Deus. A Sofia é uma dessas crianças, que este ano, por ocasião do dia doze de outubro, foi sorteada para ganhar o presente que vemos na foto. Que alegria para ela e felicidade para os pais por ter filhas abençoadas.

Fonte: Jefferson Roger

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Professor Jefferson

 


É sempre muito bacana quando a sociedade reconhece que seus membros, por sua espontânea vontade e paixão pelo que fazem, atuam nas mais diversas áreas contribuindo para a emancipação das pessoas. Entre os diversos profissionais destacamos aqui a figura do professor.

Atualmente sua jornada não é fácil, nunca na verdade foi, mas, em tempos como os que estamos vivendo, os desafios se tornaram ainda maiores. A humanidade cada vez mais vem retirando do professor sua importância. O respeito para com sua pessoa tem diminuído a passos largos e não colocamos as coisas desta maneira, por aqui, porque se ouviu falar. Quem vos escreve atua na rede pública estadual e pode contribuir por experiência própria.


Cada vez mais tem o professor que se agarrar em menos coisas. O crédito por aquilo que faz tem diminuído constantemente. Muitos fingem não ser verdade e se comportam como se não fosse bem assim.

Mas é, no entanto, uma das partes mais tristes da história é quando aqueles que deveriam entender o seu papel e suas intenções, que há muito já não consideram tão nobre e respeitosa, colocam a pessoa do professor em maus lençóis, invertem valores e seu status é modificado em seu detrimento.

Não se generaliza, no entanto, mas é pequena a parcela que tem este profissional em alta conta. Eu tenho o privilégio de ter a minha "parcela particular": minha esposa e filhas enxergam meu esforço e empenho em sempre oferecer ao estudante uma oportunidade de crescer. Sei que é o que as famílias de todos os professores sentem: orgulho, carinho e respeito por estas pessoas. Que Deus os abençoe e as suas famílias.

Fonte: Jefferson Roger

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