Dizem que a humanidade evolui, que a tecnologia veio para ficar. De fato, concordo, por enquanto, que ela veio mesmo. Todavia, o conceito de evoluir me parece um pouco relativizado. Analizando como um profissional da TI que sou, evoluir significa melhorar alguma coisa que já é boa, que pode ser melhorada, que pode ser aprimorada. Evoluir não deve exercer detrimento de alguma coisa, principalmente se ela for boa. Se for ruim, a evolução consiste em aprimorá-la. corrigi-la. Na foto acima vemos um comparativo de valores: dois casais. Opa, percebeu alguma coisa? O casal da direita não prioriza o companheiro, a tecnologia vem em primeiro lugar.
Nesta foto acima vemos duas formas diferentes de se divertir; percebe a tecnologia entrando em cena? Na esquerda, o prazer de desfrutar a companhia de alguém está em evidência.
Será que na foto acima as duas pessoas caminham expondo sua vaidade? Fazem seu corpo de vitrine para o deleite pessoal em detrimento de apenas vestir-se bem, de forma discreta e elegante, se insinuar-se para as pessoas? Culpa da moda, dos valores, da evolução?
Havia uma época em que o rapaz, intessado em namorar uma moça ia até a casa dos pais e pedia permissão para a relação. Os dois sonhavam em construir uma família e viver uma vida juntos, encarando todo o trajeto colocado por Deus. Atitudes assim visavam o respeito e a consideração afastando para longe atitudes que pudessem apontar na direção de uma falta de compromisso.
Hoje em dia a família se reúne para que? Para se sentarem na sala e assistirem tv juntos? Ou a correria da vida e compromissos além da conta são responsáveis por organizar os gostos e o tempo de cada um? Tempo livre, alguém tem? Quando tem passa com a família? A tecnologia veio para ficar, sim, mas ela não pode fazer parte da família, servindo-a ao invés de separá-la? Ou isso é uma questão de ponto de vista?
Os tempos são outros e por isso a correria da vida exige agendas diferentes para os membros de uma família? Sentar-se à mesa para uma refeição não é mais possível? Ou não é mais necessário. Se não é mais necessário, por que deixou de ser? É a evolução? A modernidade? Tempo não é questão de prioridade? Para aquilo que damos importância em nossas vidas não arrumamos tempo? Pois é...
E a diversão em família? Vale repensar como está, como era e para onde parece ir? Parece que a modernidade se tornou um alguém que exige muita atenção, que é dependente e precisa de cuidados diários e dedicados. A tecnologia parece uma criança eterna, que nunca irá crescer e sempre precisará de uma atenção dedicada sobre si. Como vemos parece a questão estar se tornando, se já não se tornou, um paradigma, um dilema. Cabe ao ser humano não se deixar levar e se manter no comando de sua vida, usando-a ao seu serviço e não sendo escravizado por ela. Pois, se é assim em cotidianos familiares e sociais, quem dirá no que diz respeito ao cuidado diário da própria alma e da sua relação com Deus?
Fonte: Jefferson Roger
































