
Devotos de Nossa Senhora


A Dona Nany, Ernany Bastos (foto), esposa e mãe primorosa, embalou-me em seus braços e afetos. Fui o genro que tinha como filho e isso, admitia publicamente. Por ela, fiz tudo que pude, a tratei como mãe e não ficou para trás nenhum arrependimento; só a saudade. Eu, que sou um homem consciente de que valho muito pouco, fui bem recebido pelos dois e querido por eles com uma preocupação exemplar e muito acima do meu merecimento. Não poderia ser diferente, aprenderam com a “mãezinha do céu”.
Seu Lauro e Dona Nany, chorei por dentro a morte dos dois,
agora me resta a lembrança, a saudade e a esperança do reencontro. Gosto de
pensar que eles finalmente conheceram minha mãe, que partiu para junto de Deus
em 1995. Deixo aqui minha homenagem e reconhecimento aos três. Os pais de minha
esposa jazem em paz, lembrados oficialmente no memorial dos devotos, no Santuário
Nacional de Aparecida, aqui no Brasil. Nas lembranças que nos deixaram e
recordações que emergem por conta de seus pertences, ainda tive o privilégio de
ser presenteado com o Santo Rosário da Senhora Ernany, para mim, agora Santa Ernany.
E assim, cada um que porta um objeto que era deles, traz ao peito e ao coração
a felicidade de um dia ter vivido com eles, a esperança de um dia reencontrá-los
e a certeza de que nos céus, eles intercedem por nós junto a quem? Como dizia
Seu Lauro: “a mãezinha do céu”
Fonte: Jefferson Roger