Padre Amorth

Transcrevemos aqui alguns trechos de exorcismos praticados na década de 1970 por um grupo de sacerdotes sobre uma mulher que por vários anos sofria de possessão. Esta compilação tem o respaldo da Igreja, foi confirmada por estudiosos do clero católico, e as atividades relatadas foram documentadas e gravadas, resultando no livro intitulado Confissões do Inferno ao Mundo Contemporâneo, com a participação do Padre Gabriele Amorth, famoso exorcista de Roma, nascido em 1925.

Como o livro é bem extenso, publicamos aqui uma compilação de seu conteúdo que mantém fiel sintonia com os ensinamentos do Evangelho.

Lamentavelmente, a grande maioria dos cristãos, há pelo menos três décadas, vem se tornando apóstata da verdadeira fé e religião que recebeu de seus antepassados. Alguns por desinformação (falta de autêntica catequese) e outros por fraqueza e impiedade terminaram se afastando da Igreja fundada por Cristo e entregue a São Pedro para conduzi-La (Mt 16,18).

Além disso, a própria Igreja Católica Apostólica Romana, em nome de uma “abertura ao mundo” (inculturação) e de sua consequente “modernização” para adaptar-se aos modismos correntes, terminou, em grande parte, apostatando. Isso se torna evidente pela clara desobediência ao Santo Evangelho, a autêntica Palavra viva de Deus.

Exemplificando: nos dias de hoje, a grande maioria dos eclesiásticos não acredita mais na existência do demônio. Os bispos, de maneira quase geral, não nomeiam mais sacerdotes exorcistas em suas dioceses, o que é um dever de fé. A conclusão é cristalina: não acreditam mais na existência dos invasores que deveriam ser expulsos.

Vejamos sobre esse assunto o que nos diz o Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma:

— É dever dos bispos nomear exorcistas?
Pe. Amorth: Sim. Quando um sacerdote é eleito bispo, encontra-se ante um artigo do Código de Direito Canônico que lhe dá autoridade absoluta para nomear exorcistas. A um bispo o mínimo que se pode pedir é que tenha assistido pelo menos a um exorcismo, dado que deve tomar uma decisão tão importante.
Infelizmente, não acontece quase nunca. Mas se um bispo se encontra ante uma solicitação séria de exorcismo — ou seja, feita não por um maluco — e não toma providências, comete pecado mortal. E é responsável por todos os terríveis sofrimentos daquela pessoa, que às vezes duram anos ou uma vida, e que teria podido impedir.

— Está dizendo que a maior parte dos bispos da Igreja Católica está em pecado mortal?
Pe. Amorth: Quando eu era pequeno, o meu velho pároco ensinava-me que os Sacramentos são “oito”: o “oitavo” é a ignorância. E o “oitavo” Sacramento salva mais que os outros sete juntos. Para cometer pecado mortal é preciso uma matéria grave, mas também o pleno conhecimento e o deliberado consentimento.
Essa omissão de ajuda por parte de muitos bispos é matéria grave. Mas esses bispos são ignorantes: não há portanto deliberado consentimento e pleno conhecimento.

— Mas a fé permanece intacta, isto é, permanece uma fé católica, se alguém não crê na existência de Satanás?
Pe. Amorth: Não. Conto-lhe um episódio: quando encontrei pela primeira vez o Pe. Pellegrino Ernetti, um célebre exorcista que exerceu o ministério por quarenta anos em Veneza, disse-lhe:
— Se eu pudesse falar com o Papa, eu lhe diria que encontro demasiados bispos que não crêem no demônio.
Na tarde seguinte o Pe. Ernetti veio até mim para me dizer que de manhã tinha sido recebido por João Paulo II:
— Santidade, dissera-lhe, há um exorcista cá em Roma, Pe. Amorth, que se o visse Lhe diria que conhece demasiados bispos que não crêem no demônio.
O Papa respondeu-lhe: — Quem não crê no demônio, não crê no Evangelho!
Eis a resposta que Ele deu, e que eu repito.

— Ou seja: a consequência é que muitos bispos e muitos padres não seriam católicos?
Pe. Amorth: Digamos que não crêem numa verdade evangélica. Portanto, sendo o caso, eu os acusaria de propagar uma heresia. Mas fique claro que alguém é formalmente herege se é acusado de alguma coisa, e permanece no erro.
Hoje, ninguém, pela situação que há na Igreja, acusa um bispo por não crer no diabo, nas possessões demoníacas e por não nomear exorcistas. Contudo, eu poderia dizer-lhe muitíssimos nomes de bispos e cardeais que, logo que foram nomeados para uma diocese, tiraram a todos os exorcistas tal faculdade; ou bispos que sustentam abertamente: “Eu não creio nisso, são coisas do passado”. Por quê? Infelizmente porque houve a influência perniciosíssima de certos biblistas. Nós, que tocamos todos os dias o mundo sobrenatural, sabemos quem meteu a colher em tantas reformas litúrgicas.

A grande maioria dos bispos, agindo assim, passa essa absurda incredulidade aos sacerdotes e aos fiéis. Com o esfriamento da fé, não alertam mais os católicos para a maléfica ação dos inimigos da nossa salvação e para a gravidade do pecado por eles inspirado, omitindo a proteção de poderosas orações como as de São Miguel Arcanjo, São Bento e a frequência ao Sacramento da Reconciliação.

Terminam ajudando os demônios a manterem-se no anonimato para agirem livremente. Se numa guerra não se tem consciência do inimigo, todos se tornam presas fáceis.

O mais grave é que, com esses atos e omissões, desmentem e traem o próprio Senhor, pois ignoram as Palavras do Evangelho:


Passagens do Evangelho sobre a Ação Demoníaca

“Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. O tentador aproximou-se d’Ele e disse-Lhe: ‘Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães.’ Jesus respondeu: ‘Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da Boca de Deus’ (Dt 8,3).
O demônio transportou-O à Cidade Santa, colocou-O no ponto mais alto do Templo e disse-Lhe: ‘Se és Filho de Deus, lança-Te abaixo, pois está escrito: Ele deu a Seus Anjos ordens a Teu respeito; proteger-Te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o Teu Pé em alguma pedra.’ (Sl 90,11s). Disse-lhe Jesus: ‘Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus’ (Dt 6,16).
O demônio transportou-O uma vez mais, a um monte muito alto, e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-Lhe: ‘Dar-Te-ei tudo isto se, prostrando-Te diante de mim, me adorares.’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás’ (Dt 6,13).
Em seguida, o demônio o deixou, e os Anjos aproximaram-se d’Ele para servi-Lo.”
(Mt 4, 1-11)

“Pela tarde, apresentaram-Lhe muitos possessos de demônios. Com uma Palavra expulsou Ele os espíritos e curou todos os enfermos.”
(Mt 8,16)

“No outro lado do lago, na terra dos gadarenos, dois possessos de demônios saíram de um cemitério e vieram-Lhe ao encontro. Eram tão furiosos que pessoa alguma ousava passar por ali. Eis que se puseram a gritar: ‘Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?’ Havia, não longe dali, uma grande manada de porcos que pastava. Os demônios imploraram a Jesus: ‘Se nos expulsas, envia-nos para aquela manada de porcos.’ — ‘Ide’, disse-lhes. Eles saíram e entraram nos porcos. Neste instante toda a manada se precipitou pelo declive escarpado para o lago, e morreu nas águas.”
(Mt 8,28-32)

“Logo que se foram, apresentaram-Lhe um mudo, possuído do demônio. O demônio foi expulso, o mudo falou e a multidão exclamava com admiração: ‘Jamais se viu algo semelhante em Israel’.”
(Mt 9, 32-33)

“Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade.”
(Mt 10,1)

“Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!”
(Mt 10,8)

“E tu, Cafarnaum, serás elevada até o Céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os Milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia.”
(Mt 11,23)

“Mas, se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus.”
(Mt 12,28)

“Quando o espírito impuro sai de um homem, ei-lo errante por lugares áridos à procura de um repouso que não acha. Diz ele, então: Voltarei para casa donde saí. E, voltando, encontra-a vazia, limpa e enfeitada. Vai, então, buscar sete outros espíritos piores que ele, e entram nessa casa e se estabelecem aí; e o último estado daquele homem torna-se pior que o primeiro. Tal será a sorte desta geração perversa.”
(Mt 12, 43-45)

“Jesus respondeu: ‘O que semeia a boa semente é o Filho do homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os Anjos. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo ao fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do homem enviará seus Anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça.’”
(Mt 13, 37-43)


O demônio não só existe, como é ardiloso e poderoso, principalmente para agir naqueles que o desconhecem e desmentem a sua existência.

Devemos seguir e ser obedientes aos eclesiásticos que se mantiverem fiéis ao Evangelho em toda a sua totalidade e ao Santo Padre o Papa.

Deus vem em socorro de Seus filhos através de sinais sobrenaturais, tais como aparições da Virgem Maria e locuções interiores. Este episódio trata-se de uma sequência de exorcismos levados a efeito por uma equipe composta por sacerdotes exorcistas:

  • Padre Albert d’Arx (Niederbuchsiten)
  • Padre Arnold Egli (Ramiswil)
  • Padre Ernest Fischer (Missionário, Gossau)
  • Padre Pius Gervasi, OSB (Disentis)
  • Padre Karl Holdever (Pied)
  • Padre Gregor Meyer (Trimbach)*
  • Padre Robert Rinderer, CPPS (Auw)
  • Padre Louis Veillard (Cressier-Péquignot)

Com exceção do Pe. Ernest Fischer (alemão), todos os demais eram suíços. O Pe. Gregor Meyer foi citado, mas não participou dos exorcismos; contudo, conhecia muito bem a senhora que foi vítima da possessão, pois fora seu diretor espiritual por algum tempo. Também participaram outros dois sacerdotes de nacionalidade francesa.

Testemunhos Importantes

Padre Arnold Renz (SDS) (1911-1938, ordenado sacerdotalmente em Passau; missionário na China e pároco encarregado do famoso caso de Anneliese Michel em Klingenberg):
“Devido ao empenhamento de um irmão espiritual da Companhia de Jesus, Padre Rodewyk, S.J., acedi a um convite para me deslocar à Suíça, onde, juntamente com outros padres, fiz cinco exorcismos seguindo o método de Leão XIII. Estou convencido de que se trata de possessão e que as revelações feitas pelos demônios resultam da coação de um Poder Superior. O calvário da possessa, a sua aceitação dos sofrimentos e o conteúdo das revelações são garantias de que foram desejadas por Deus e por Maria, Mãe da Igreja. O conteúdo tem como objetivo uma sólida renovação da Igreja.”

Johannes Denkinger (Teólogo):
“Depois de uma leitura crítica das revelações, de ouvir algumas das gravações e de visitar a mulher em questão, declaro: estou absolutamente convencido da autenticidade das revelações aqui publicadas. Eu e a minha teologia moderna temos de nos render perante uma humildade tão grande.”

Observações sobre os Exorcismos

Os demônios são forçados pelo Céu a falar contra a sua vontade, esclarecendo a verdade sobre a Igreja e favorecendo o Reino de Cristo. No seu ódio, evitam pronunciar o nome de Maria ou de Jesus diretamente, usando expressões como “Ela lá em Cima” ou “Ele”. Durante as revelações, a possessa foi atormentada por convulsões e crises de sufocação.

“O exorcismo, sobre um mundo ofuscado pelos demônios, pertence inseparavelmente à Via Espiritual de Jesus, e coloca-se no centro da Sua Mensagem e na dos Seus discípulos.”
— Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Adeus ao Diabo? (1969, p. 48)


Exorcismo de 14 de Agosto de 1975

Demônios interrogados:

  • Akabor: demônio do coro dos Tronos (A)
  • Allida: demônio do coro dos Arcanjos (Al)

Exorcista (E): Demônio Akabor, nós, Sacerdotes, representantes de Cristo, ordenamos-te, em Nome da Santa Cruz, do Preciosíssimo Sangue, das Cinco Chagas, das quatorze estações da Via Sacra, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição de Lourdes, de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Nossa Senhora do Monte Carmelo, de Nossa Senhora da Grande Vitória de Wigratzbad, das Sete Dores de Maria, de São Miguel Arcanjo, dos nove Coros Angélicos, do Anjo da Guarda desta mulher, de São José, dos Santos Padroeiros desta mulher, de todos os Santos Anjos da Guarda e Santos Anjos dos Sacerdotes, de todos os Santos do Céu, especialmente de todos os Santos exorcistas, do Santo Cura d’Ars, de São Bento, dos servos e servas de Deus: Padre Pio, Teresa de Konnersreuth, Anna Catarina Emmerich, de todas as almas do Purgatório, e em nome do Papa Paulo VI, ordenamos-te, então, Akabor, como Sacerdotes de Deus, em nome de todos os Santos que acabamos de invocar, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, volta para o inferno!*
(Estas invocações foram constantes e repetidas durante as sessões).

Akabor (A): Tenho ainda que falar…

(E): Diz a verdade e só a verdade, em Nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição…

(A): Sim, em Seu Nome, e em Nome dos Tronos de onde venho, tenho ainda que falar. Eu estava nos Tronos. Eu, Akabor, tenho que dizer (respira ofegantemente e grita com uma voz horrível) como o inferno é horrível. É muito mais horrível do que se pensa. A Justiça de Deus é terrível; terrível é a Justiça de Deus! (grita e geme).

(E): Continuarás a dizer a verdade, em Nome da Santíssima Trindade… diz o que Deus te ordena.

(A): O inferno é bem pior do que à primeira vista e superficialmente poderíeis pensar. A Justiça… e naturally também a Misericórdia estão lá, mas é preciso muita confiança, é preciso rezar muito, é necessária a Confissão, tudo é necessário. Não se deve condescender facilmente com os modernismos. O Papa é que diz a verdade.

(E): Continua, em Nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição! Continua em Nome dos Santos Tronos! Continua!

(A): Os lobos estão agora…

(E): Diz a verdade, só a verdade, em Nome…

(A): Os lobos estão agora no meio de vós, mesmo no meio dos bons.

(E): Diz a verdade, só a verdade! Nós te ordenamos em nome…

(A): Como já disse, tomam a forma de Bispos e Cardeais.

(E): Continua a dizer a verdade, em Nome…

(A): Digo isto bem contra a minha vontade. Tudo o que digo é contra a minha vontade. Mesmo a juventude… a juventude é enganada. Pensa que poderá com algumas…

(E): Diz a verdade, em Nome…, tu não podes mentir!

(A): Com algumas obras caritativas alcançar o Céu; mas não pode, não! Nunca!

(E): Continua a dizer a verdade, em nome dos Santos Tronos, a verdade total em nome…

(A): Os jovens devem, embora me custe muito tenho que dizer…

(E): Continua a dizer a verdade em Nome da Santíssima Trindade! Tens de dizê-la em Nome…

(A): …Devem receber convenientemente os Sacramentos… Fazer uma confissão verdadeira, e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes, “…Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei…”, e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão.

(E): Diz só a verdade em Nome do Preciosíssimo Sangue, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição…

(A): Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A Comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai!

(E): Nós te ordenamos, em Nome (…) que digas somente o que o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total. Tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te!

(A): ELA (aponta para cima) quer que eu diga…

(E): Diz a verdade, em Nome…

(A): ELA quer que eu diga… que se ELA, a grande Senhora, ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).

(E): Em Nome da Santíssima Virgem (…) diz a verdade!

(A): Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais.

(E): Em Nome (…) diz a verdade!

(A): Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas.

(E): Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir em Nome…

(A): Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa, a Jesus Cristo e à Santíssima Virgem que é preciso obedecer. A comunhão na mão não é de modo algum querida por Deus.

(E): Continua a dizer a verdade, em Nome…

(A): Os jovens devem habituar-se a fazer peregrinações. Devem voltar-se, cada vez mais, para a Santíssima Virgem; não devem bani-LA. Devem… devem reconhecer a Santíssima Virgem, e não viver segundo o espírito dos “inovadores”. Não devem aceitar absolutamente nada deles (grita, cheio de fúria). Eles é que são bobos. A esses já os temos, já os temos bem seguros.

(E): Continua, em Nome da Santíssima Virgem, diz o que ELA manda que digas.

(A): É preciso que ela (a Paixão de Cristo) continue. Tem que sofrer uns pelos outros e oferecer os sofrimentos em união com a Cruz e os sofrimentos de Cristo. Deve-se sofrer em união com a Santíssima Virgem e com todas as renúncias que ELA suportou durante Sua Vida; unir os próprios sofrimentos, nos horríveis sofrimentos de Cristo na Cruz e na Sua Agonia no Jardim das Oliveiras. Esses sofrimentos foram mais terríveis do que aquilo que os homens poderão pensar.

Cristo, no Jardim das Oliveiras, não sofreu apenas como podereis talvez pensar. Ele foi esmagado pela Justiça de Deus, como se Ele próprio tivesse sido o maior dos pecadores; como se estivesse condenado ao inferno. Teve de sofrer por vós, homens, do contrário, não teríeis sido salvos. Teve de suportar os mais terríveis sofrimentos, a ponto de pensar que iria para o inferno.

Os sofrimentos foram então tão fortes que Ele se sentiu completamente abandonado pelo Pai Celeste; suou Sangue, porque se sentiu totalmente perdido para o Pai, e abandonado por Ele. Sentiu-se esmagado como se fosse um dos maiores pecadores. Eis o que Ele fez por vós, e vós deveis imitá-LO.

Estes sofrimentos têm um valor imenso. Esses sofrimentos, esses momentos obscuros, esses terríveis abandonos, quando se está convencido de que tudo está perdido, e que o melhor é pôr termo à vida… Eu não quero dizer mais, não… (respira com grande dificuldade…).

(E): Continua a dizer a verdade, em Nome…

(A): … É precisamente quando se sofre assim, quando tudo parece perdido, quando a pessoa se julga totalmente abandonada por Deus, quando crê ser a mais miserável das criaturas, é então que Deus pode meter a Sua Mão no jogo. Estes sofrimentos, estes horríveis e tenebrosos sofrimentos, são os mais valiosos (lança uivos e gritos terríveis) que existem. Mas é precisamente isto que a juventude desconhece. A maioria dos jovens ignora-os, e é aí que reside o nosso trunfo.

(E): Diz a verdade em Nome…

(A): Deveis rezar muito ao Espírito Santo, rezar agora e sempre ao Espírito Santo. Então, compreendereis no mais profundo de vós mesmos o que é preciso fazer. Aconteça o que acontecer, não vacileis na vossa antiga fé.

Devo dizer que este Segundo Concílio do Vaticano não foi tão bom como se pensa. Em parte, foi obra do inferno.

(E): Diz a verdade, em Nome…

(A): Sem dúvida que havia certas coisas que precisavam ser mudadas, mas a maior parte, não. Acreditai-me! Na Liturgia não havia praticamente nada que necessitasse ser mudado. Mesmo as leituras e o próprio Evangelho não deviam ser lidos em línguas nacionais. Era bem melhor que a Santa Missa fosse celebrada em latim. Considerai por exemplo, a Consagração; basta a Consagração, é típico. Na Consagração empregam-se as palavras: “Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós”. E, em seguida, diz-se “Este é o Meu Sangue que será derramado por vós e por muitos.” Foram estas as palavras de Cristo.

(E): Não é correto dizer “por todos”? Diz a verdade em Nome…

(A): Claro que não! As traduções nem sempre são exatas, e esse é, sobretudo, o caso de “por todos”. Não se deve e não se pode dizer “por todos”; deve dizer-se “por muitos”. Se o texto não está correto, já não encerra a Plenitude de Graças. Claro que a Santa Missa continua a ser válida, mas o canal de graças corre agora parcimoniosamente. E a Consagração já não acarreta tantas graças, como quando o Sacerdote pronunciava convenientemente, de acordo com a Tradição Antiga e com a Vontade de Deus. É preciso dizer-se “por vós e por muitos”*, tal como Cristo disse.

(E): Então não é verdade que Cristo tenha derramado o seu Sangue por todos? Diz a verdade, em Nome…

(A): Não. Ele bem que desejou derramá-LO por todos, mas de fato Ele não foi derramado por todos, pois não O derramou por nós, os do inferno.**

(E): Por que muitos O recusaram? Diz a verdade, em Nome…

(A): Exatamente. Assim, Ele não derramou o Seu Sangue por todos…

(E): Diz a verdade, em Nome…

(A): O novo ordinário da Missa (os Bispos mudaram a Missa Tridentina), a nova Missa, não corresponde à Vontade d’Eles, lá em cima (aponta para o alto).

(E): Que é isso de Missa Tridentina? É a Antiga Missa, prescrita pelo Papa São Pio V? Diz a verdade, em Nome…

(A): É a melhor que existe, é a Missa-tipo, a verdadeira e a boa Missa (geme)**.

(E): Akabor, diz a verdade, em Nome e sob as ordens da Santíssima Virgem! Nós ordenamos-te que digas tudo o que Ela te encarregou de dizer!

(A): Tudo o que disse foi contra a minha vontade, mas a isso fui obrigado. Foi ELA, lá em cima (aponta para o alto) que me forçou (rosna).

* Na Missa do Papa Paulo VI, em latim, conservou-se a fórmula correta (“Pro multis”). As traduções em línguas vernáculas muitas vezes alteraram a expressão para “por todos”.
** Cristo teria resgatado a todos, mas a salvação depende da aceitação do homem em seu livre arbítrio. O Sangue de Cristo não beneficiou os que O recusaram e se condenaram.
*** A celebração da Santa Missa Tridentina de São Pio V foi posteriormente autorizada pela Santa Sé por documentos pontifícios.

(E): Diz a verdade, em Nome…
(A): Na Missa Tridentina fazia-se o sinal da Cruz trinta e três vezes, mas agora faz-se muito menos; duas, três, quando tudo vai pelo melhor. E na última, na bênção final, já não é necessário ajoelhar… (grita e chora de desespero). Podeis imaginar como nos ajoelharíamos… Como nós cairíamos de joelhos, se por ventura pudéssemos? (geme e chora).

(E): É correto fazer o Sinal da Cruz trinta e três vezes, durante a Santa Missa? Diz a verdade, em Nome…
(A): Não é só correto, como também obrigatório. É que assim nós não conseguiríamos ficar, pois seríamos obrigados a fugir da Igreja. Mas, assim, ficamos. Deveria também restabelecer-se a cerimônia da aspersão. A aspersão com água benta obriga-nos a fugir; e o mesmo se passa com o incenso. Era também preciso voltar a queimar-se incenso. Era bom que depois da Santa Missa se recitasse a oração de São Miguel Arcanjo, três Ave-Marias e a Salve Rainha.

(E): Diz a verdade, diz o que tens a dizer, em Nome…
(A): Os leigos não devem dar a Sagrada Comunhão (dá gritos horríveis!), de modo nenhum!!! Nem sequer as religiosas. Nunca! Pensais que Cristo teria confiado essa missão aos Apóstolos, se as mulheres e os leigos também o pudessem fazer (geme)? Sou obrigado a dizer isto! Allida, ouviste Allida, ouviste o que me obrigaram a dizer? Allida tu também podes falar! (o outro responde encolerizado: Fala tu!)…


Exorcismo de 31 de Agosto de 1975

Demônio interrogado: Judas Iscariotes (J)

Exorcista (E): Diz a verdade, toda a verdade, da parte da Santíssima Virgem, diz o que Ela nos quer transmitir por teu intermédio, Judas Iscariotes! Continua a falar, diz tudo o que tens a dizer e só a verdade da parte da Santíssima Virgem!

Judas Iscariotes (J): Em 14 de Agosto, Akabor teve que falar do Asperges me, que deveria ser reintroduzido no princípio da Missa. É verdade, é verdade! Assim somos obrigados a fugir da Igreja.

(E): Diz a verdade, Judas Iscariotes, diz a verdade da parte da Santíssima Virgem!

(J): Se não se fizer, permaneceremos lá dentro. O Sacerdote deveria, como era uso antigamente, aspergir os fiéis com o hissope, de uma ponta a outra da Igreja, e isso obrigar-nos-ia a fugir, a fugir também do povo, das pessoas.

(E): Diz a verdade, da parte da Santíssima Virgem, toda a verdade e só a verdade!

(J): Nós também procuramos perturbar as pessoas. Quando o Sacerdote, com o hissope, asperge de uma ponta a outra da Igreja, então as pessoas podem rezar melhor. Este rito expulsa também as idéias e os poderes da magia negra.

(E): Da parte da Santíssima Virgem, diz a verdade!

(J): A cerimônia do Asperges me, os trinta e três Sinais da Cruz, a Tripla fórmula “Senhor eu não sou digno”, e, no fim da Missa, a oração a São Miguel Arcanjo, as três Ave-Marias e a Salve Rainha, deveriam ser restabelecidos. A sua supressão foi obra nossa e, em certa medida, obra daqueles que estão em nosso poder.

(E): Diz a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, e só a verdade! Continua!

(J): O Sacrário devia estar no centro. Que significado tem, ao entrar-se numa Igreja moderna, ser-se primeiro obrigado a procurar o Sacrário? Não se sabe se está à frente, se atrás ou de lado. Em muitas Igrejas constroem-se mesmo Sacrários que não se sabe se são tocas de raposa (ri com malvadez)…

(E): Diz a verdade e só a verdade, sob as ordens da Santíssima Virgem, Judas Iscariotes!

(J): …se cofres-fortes (mal pode conter o riso). Agora há também muitos que fazem Sacrários de qualquer maneira, em ferro. Claro que também poderiam ser utilizados carris do caminho de ferro (ri maldoso).

(E): Diz a verdade, só a verdade, em nome (…)!

(J): Um tabernáculo — Estais a ouvir-me? — Deve ser dourado. Isto é: nem o ouro, nem as pedras mais preciosas seriam dignas de encerrar o que ele encerra. Estariam bem longe de ser merecedoras do que ele abriga. É uma vergonha, mesmo nós lá em baixo, temos de o reconhecer, é uma vergonha ver as Igrejas e Tabernáculos que os homens constroem.

(E): Continua a dizer a verdade, diz tudo o que tens a dizer sob as ordens da Santíssima Virgem! Continua a falar!

(J): O Santíssimo Sacramento: O Santíssimo Sacramento já não é adorado. Está totalmente posto de lado. As exposições do Santíssimo Sacramento são agora raras. Fazem-se ainda em alguns atos de reparação e entre os “tradicionalistas”. Fora disso são muito raras. Este Sacramento… se soubésseis como é Grande!

(E): Continua a falar em nome (…)!

(J): O Santíssimo Sacramento do Altar! Se soubésseis as bênçãos que jorram, as bênçãos que d’Ele jorravam antigamente, quando era exposto no Sacrário e o povo diante d’Ele, fazia a adoração reparadora! Isso era de grande eficácia para os pecados. Todas essas coisas deixaram de existir e é por isso que também menos almas se salvam. Não quero continuar a falar, não quero falar mais!

(E): Continua, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz tudo o que Ela te encarregou de dizer, mas só a verdade!

(J): Tenho de acrescentar o seguinte (respira com grande dificuldade): A grande maioria dos Sacerdotes estão cegos. Somos nós que os cegamos. Mas, com um pouco de boa vontade e com muita oração ao Espírito Santo, acabariam, a pouco e pouco, por compreendê-lo. O Rosário seria então um remédio universal. Porém, também ele foi suprimido em quase todo o lado. Já não está na moda, como se costuma dizer.

(E): Continua, sob as ordens da Santíssima Virgem, diz toda a verdade, diz o que tens a dizer!

(J): Os Mistérios Dolorosos seriam os mais preciosos dos três. Sem dúvida que todos os são, mas a meditação dos Mistérios Dolorosos contribui mais para a salvação das almas. É por isso que lá em cima (aponta para cima), são considerados os mais preciosos.

(E): E os outros Mistérios? Fala, em nome (…)!

(J): Também são bons. Claro que são bons e dum modo especial os Mistérios Gloriosos, com a dezena que convida à contemplação do Pentecostes, à descida do Espírito Santo. Todos são bons, mas os Mistérios Dolorosos são preciosos pois estão associados à contemplação da Agonia de Cristo no Jardim das Oliveiras, da flagelação, da coroação de espinhos, do carregamento da Cruz e da morte na Cruz.

O livro Imitação de Cristo devia ter sido fermento, devia ter sido alimento, pão para a humanidade (caros leitores, recomendadíssimo esse livro). Mas foi rejeitado como o foram milhares de livros que existem. Citemos por exemplo os livros de Agreda, Emmerich, etc… Muitos outros livros sobre a vida dos Santos caíram igualmente no esquecimento.

Mas os livros da Catarina Emmerich e Maria Agreda têm a vantagem de pôr sob os olhos das pessoas a vida de Cristo, dum modo impressionante e de lhes mostrar a pobreza extraordinária em que Jesus Cristo, a Santíssima Virgem e São José viveram.

Se as pessoas seguissem o seu exemplo, decerto não viveriam tão obcecadas pelo dinheiro, como tantas vezes acontece, e o orgulho não as cegaria tanto. Haviam de compreender que as únicas coisas abençoadas pelo Céu são a humildade, as virtudes e as obras de misericórdia como muito justamente se costuma dizer e, sobretudo, a perfeita Imitação de Cristo e a própria entrega de si mesmo aos lá de cima (resmunga)…


Com esta compilação do livro pode-se perceber claramente que por vontade de Deus Pai e a intercessão da Virgem Maria, estas páginas endossam ensinamentos da ortodoxia doutrinal católica apostólica romana. São dizeres claros e comprovações diretas que atestam a realidade da fé.

Esta página tem o objetivo de colocar à disposição do católico comprometido com Jesus Cristo uma oportunidade de conhecer um pouco mais daquilo que se passa em nossa religião. Não vamos esquecer: a Igreja é santa, mas formada por membros pecadores. Jesus e Sua Mãe não pecaram. Ele por Sua natureza e Ela pela graça de Deus. A nós, portanto, cabe procurar viver conforme o desejo de Deus e não dos homens.

Fonte: autor do blog e site derradeirasgracas.com