
Prostituir-se
Pois bem, caros leitores, satanás anda por essas veredas porque sabe que as pessoas podem se abrasar (1ª Coríntios 7) e como bem disse o Padre Kemphis, autor do livro “Imitação de Cristo”, quando uma pessoa deseja uma coisa, ela torna-se inquieta enquanto não a obtém. A concupiscência não a deixa em paz e sua alma, coração e mente cedem aos desejos carnais promovendo as mais variadas quedas. Não cuidamos estando de pé (1ª Coríntios 10,12).
E o apóstolo é bastante claro, “fugi da fornicação” – 1ª Coríntios 6,18 e “enquanto viver o marido, se (a mulher) se tornar mulher de outro homem, será chamada adúltera – Romanos 7,3. Como vemos caríssimos, não existe saída para aqueles que almejam servir-se do sétimo sacramento, o sacramento do santo matrimônio. E como muitos também sabem, eles santificam porque pelas graças de Deus, recebemos o auxílio necessário para bem podermos vive-lo em todo o seu contexto.
Casamento não é como um buffet onde a pessoa se serve somente daquilo que gosta. No casamento a pessoa recebe um combo completo e não pode descartar nada, tem que ficar com tudo. Quando assumem perante a sociedade o contrato civil do casamento, embora muitos católicos não saibam, ali já aconteceu o sacramento uma vez que o desejo de unir-se “como uma só carne” já brotou dentro do coração dos nubentes. Perante Deus, na cerimônia acompanhada pelo sacerdote, testemunha oficial da igreja, estes, os nubentes recebem a benção matrimonial que é dirigida para a mulher, desde os princípios da tradição e assumem, atenção; assumem perante Deus o compromisso de viver o sacramento para a vida toda, com tudo que ele consiste. Pois é, vamos recordar? É um combo completo. Portanto, não devemos dar ouvidos ao canto da sereia promovido pelo nosso inimigo cruel, que se aproveita de nossos momentos matrimoniais difíceis para nos oferecer suas “saídas” de mestre.
E encerro o artigo com esta oração retirada do livro de Tobias – “todo aquele que vos honra tem a certeza de que sua vida, se for provada, será coroada; que depois da tribulação haverá a libertação, e que, se houver castigo, haverá também acesso à vossa misericórdia. Porque vós não vos comprazeis em nossa perda: após a tempestade, mandais a bonança; depois das lágrimas e dos gemidos, derramais a alegria.” Como vemos, “paciência” com o próximo, é amor, “paciência” consigo mesmo, é esperança em Deus e “paciência” com Deus, é fé.
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fonte: Jefferson Roger