
Vidas que chegam para nos deixar
Que bobagem é pensar e se expressar dessa maneira. E isso não deve ser motivo de escândalo porque a medida de tempo de uma vida, seu início e fim dentro deste vale de lágrimas chamado terra, está sob o comando de Deus. Ainda existem aqueles que dizem que a pessoa partiu cedo demais, morreu prematuramente. Isso também não é possível acontecer. Ninguém morre prematuramente, ou antes da hora porque se fosse assim, como sempre digo por aqui, Deus seria um mentiroso pois não teria o controle sobre toda a sua criação.
A questão, no entanto, sinaliza para uma direção. Realmente até conseguimos vislumbrar uma tendência, mas, como bons católicos que devemos nos esforçar a ser, devemos ter sempre em mente que o dono de todas as coisas, e até mesmo dessa tendência, pode conduzi-las conforme seus desígnios e por isso, não devemos nos abraçar na tendência. Ela existe no decurso da vida, mas, as suas contrariedades também. Afinal, Deus sempre nos mostra que ele está no comando.Por isso é que viver o hoje é algo muito necessário. O hoje sempre deve ser encarado como o último dia de nossas vidas. Não há nada de errado em vivermos e fazermos planos desde que tenhamos consciência de que nossos planos são gerenciados por Deus. O ponto final está nas mãos dele. Isso é sem dúvida uma necessidade, uma dura realidade, mas, uma necessidade. Nós não temos compreensão sobre tudo (Deuteronômio 29,29) e nem teremos segundo o próprio Deus, por isso a fé é o que deve nos mover.
Imaginemos um novo membro da família que ansiamos sua chegada, tão aguardado e amado. De repente, a vida que mal chega em nossos lares já anuncia que em breve irá partir. São muitos casos como esse em que morrem filhos antes dos pais. A dor da separação temporária, garantida por Jesus e sustentada pela fé, pega a todos e o luto soterra cada um conforme a medida de sua crença no divino. É assim que são as coisas e precisamos por conta disso, sempre fazer nossa meditação sobre essas possibilidades. Imaginemos todo dia perdermos quem vive conosco, façam a experiência. Sei que é difícil e por isso muitos evitam, querem encarar a situação, caso aconteça, conforme o momento. Melhor seria vive-la na mente todos os dias, pois se uma vida for assim vivida, vivendo cada momento como se fosse o último, muitas coisas dentro de nós e a partir de nós seriam diferentes. Seríamos e/ou seremos, mais semelhantes ao Cristo.
Nas imagens desse artigo vemos mais um casal, que vive na Inglaterra, que perdeu o filho com 11 meses de vida. Uma vida que veio ao mundo e nem desabrochou. Partiu para muitos prematuramente, mas, para Deus, partiu na hora dela e veio a este mundo cumprir seu papel, papel este que não compreendemos porque fugiu àquilo que os homens chamam de tendência, uma tendência puramente humana.
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fonte: Jefferson Roger
