
O preço da "porta estreita"
E esta afirmação do Cristo Ressuscitado muito dura e verdadeira atesta uma triste realidade. E uma realidade que nos deve fazer pensar em nossas vidas e em nossos comportamentos a todo o instante. Nos deve fazer questionar como andam nossas práticas religiosas e nossas obras pois, o que está em jogo por conta de alto preço, é a salvação da nossa única alma. Precisamos realmente, se acreditamos que depois desta peregrinação terrestre existe a vida eterna, nos empenharmos em viver a radicalidade pedida no evangelho por Jesus, para que através dessa violência (Mateus 11,12), alcancemos a coroa imperecível da gloria eterna. Devemos nos perguntar: Será que estamos vivendo como Deus quer? Ou será que fazemos parte dos muitos que estão tentando e não conseguirão? Afinal, o próprio Jesus é quem nos revela isso: “muitos não conseguirão”. Vale também refletir a seguinte questão. O tempo da graça abundante de Deus é agora, no tempo que vivemos chamado tempo da igreja. No hoje que nos é concedido dentro deste tempo nos cabe nos corrigirmos, nos convertermos, nos arrependermos e nos humilharmos para sermos exaltados (Mateus 23,12). Já pensou, caro leitor, chegarmos no fim de nossa peregrinação terrestre e na frente de Jesus Justo Juiz, nos apresentarmos sem ter atingido a meta? Não termos feito o bem suficiente em vida e estarmos com as mãos vazias de obras queridas por Deus? Sabemos que se assim o for, nosso julgamento irá nos presentear com a segunda morte, o fogo inextinguível do inferno. E vamos recordar como o preço é alto? Acompanhemos um pequeno trecho do livro dos Gálatas 5,19-21: “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: OS QUE AS PRATICAREM NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS!” Como podemos bem ver caro leitor, a passagem pela porta estreita exige que toda a natureza pecaminosa seja deixada de lado. O católico sabe que sua fé é no todo, em toda a escritura e não em parte dela. Ou se crê por completo e se é católico ou se crê naquilo que convém e se é uma pessoa que é seu próprio deus e devoto, alegando que a bíblia não é expressão integral da verdade, por ter sido escrita por mãos humanas. Errado! Está afirmação vai contra 2ª Pedro 1,20-21. Fiquemos atentos, é preciso cuidarmos do pouco, e não só do muito. Basta a obstinação a um pecado, consentido e adotado, para não podermos entrar no paraíso do três vezes santo. fonte: Jefferson Roger