
Os negociantes e a santa missa

Por São Leonardo de Porto Maurício INFELIZMENTE O “DEUS” dos nossos tempos é o dinheiro. Quão numerosos são os que se prostram diante dele e lhe oferecem adoração em todo tempo e lugar! O resultado é que, correndo atrás deste ídolo, esquecem o verdadeiro DEUS, e, por consequência, precipitam-se num abismo de desgraças e perdem toda a felicidade, enquanto que, na afirmação do Profeta e Rei, aqueles que buscam a DEUS antes de tudo, não caem em nenhum verdadeiro mal e têm acréscimo de todos os bens, “Inquirentes Dominum non minuentur omni bono – Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta”. (Sl 33,11). Esta Palavra se verifica ainda mais naqueles que, antes de se entregarem ao seu trabalho ou a seus negócios, têm o cuidado de assistir ativa e atentamente à Santa Missa. É o que prova a história dos três negociantes de Gúbio. Dirigiram-se a uma feira que se realizava num burgo chamado Cisterno. Depois de vender suas mercadorias, dois deles começaram a pensar na volta e resolveram partir no dia seguinte de madrugada, a fim de estarem em casa ao cair da tarde. O terceiro discordou desta resolução e declarou que, sendo o dia seguinte um domingo, não se punha a caminho sem antes ter assistido à Santa Missa. E exortou aos outros: se queriam voltar como tinham vindo, teriam primeiro que assistir à Santa Missa; em seguida fariam uma refeição e partiriam abençoados. Além disso, se não pudessem chegar naquela mesma noite a Gúbio, não faltariam albergues confortáveis no caminho. Os companheiros não se renderam aos conselhos salutares e sensatos; decididos a chegar naquela mesma noite aos seus lares, responderam que DEUS havia de perdoar-lhes se por aquela vez faltassem à Santa Missa.
