
O balde furado
Fato este que é facilmente comprovado, por cada um e em cada um. Existem pessoas que muito comungam e muito se confessam e ainda assim não progridem espiritualmente. Comungam e confessam rotineiramente, mas não frutuosamente e com isso se previnem do alcance vivificador que a alma precisa para ser lavada pelo sangue misericordioso de Jesus e seu perdão dos pecados. É preciso de forma urgente exercitarmos a contrição dos pecados dentro de nós. Contrição que não é um sentimento, mas é uma atitude da vontade. Ela é interna, embora as vezes se manifesta exteriormente. Deus nos concedeu o retorno para a sua amizade, que é o estado de graça através da contrição perfeita e da confissão, que requer uma contrição ao menos imperfeita. Na contrição perfeita brota em nós o arrependimento pelos pecados por amor a Deus. Na contrição imperfeita brota em nós o arrependimento pelos pecados por termos ofendido a Deus. Nos arrependemos na contrição imperfeita porque perdemos as graças celestes e ganhamos o direito ao inferno. Não é um arrependimento por causa de Deus e sim por causa das consequências que recaem sobre nós. Sendo assim, no entanto, esta última contrição precisa nos levar a confessar para enfim, recebermos o perdão dos pecados e a penitência pelas suas consequências. Outrossim, é preciso enfatizar que a contrição perfeita, que perdoa pecados não dispensa ao bom católico o dever de se confessar, porque nesta contrição nasce o propósito da confissão o quanto antes. Mas e se não confessarmos por culpa própria e vencível? Vai-se o propósito para com Deus... lembra-se do balde furado? Pois é, confissão e contrição não são como remédio para azia. Onde a pessoa pode intencionalmente fazer uma farra gastronômica porque sabe que basta tomar um “engov” antes e outro depois, como se ouvia nos comerciais televisivos deste medicamento. Pecar com intenção de se confessar é agir em desacordo com a vontade de Deus, privando-se do seu perdão, sacrilegamente, pois não existe arrependimento, quesito necessário para o perdão dos pecados. fonte: Jefferson Roger