
Quero ser justo
Na parábola do dono da vinha, usada por Jesus para explicar o reino dos céus, vemos a resmungação daqueles que achavam ser mais justo receberem um valor maior já que ficaram por mais tempo trabalhando. Indignaram-se quando aqueles que trabalharam apenas por uma hora receberam a mesma quantia em dinheiro. A ótica humana não consegue aceitar com facilidade que quem trabalhe menos receba a mesma quantidade do que quem trabalhou por mais tempo. Pode-se pensar que se fosse um trabalho contratado por hora, tudo bem, resolvida a questão. Todavia, o exemplo dado pelo Cristo usa uma direção diferente.
O critério não é por quanto tempo se trabalha e sim, que se aceita trabalhar. Quem está a mais tempo trabalhando tem como remuneração final o mesmo valor do que quem está trabalhando a menos tempo. A aparente injustiça divina não existe porque o dono da vinha, que é Deus, premia ao fim do dia – final dos tempos ou final da vida da pessoa – com a entrada ao céu. O pagamento é o Vinde Bendito de Jesus, descrito no evangelho, para aquele que “trabalhou” durante sua vida seguindo as “normas da empresa”: os mandamentos.
Todos são chamados em muitos momentos da vida e chamados por mais de uma vez e isso demonstra o quanto Deus não se cansa do ser humano. Ele não chama uma única vez (às 9:00 como diz a parábola e pronto), está sempre a chamar. Cientes disso, devemos ser gratos por esta atitude divina, de sempre nos chamar, seja em que momento for de nossas vidas; ao contrário, não devemos ser como o operário que trabalhou mais e acha injusto quem trabalhou menos receber o mesmo valor (a entrada no céu). Isso demonstra uma relação egoísta e ciumenta para com Deus. Ele é o dono da empresa e decide as coisas, haja vista lermos nas sagradas escrituras que “seus caminhos e pensamentos são diferentes dos meus”.
Fonte: Jefferson Roger