
Uma história sobre Santo Antônio
Como muitos sabem, Santo Antônio nasceu em Lisboa, a cerca de 130 quilômetros ao sul de Fátima, aproximadamente 721 anos antes das aparições de Fátima. Embora mais tarde tenha vivido em Pádua, na Itália, Portugal foi seu berço e permanece muito querido por ele. Ao longo dos séculos, Santo Antônio demonstrou ser um poderoso intercessor diante do trono de Deus e da Virgem Maria. Ele ouve todos os pedidos; comove-se com todos os corações suplicantes; atende a todas as orações. Seguindo os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Santo Antônio atende às orações de pessoas comuns como você e eu. Nada é grande ou pequeno demais para este grandioso santo. Ademais, vale o lembrete bíblico, relatado em alguns livros sagrados, que as pessoas que estão na presença de Deus, intercedem por nós; nós intercedemos em sufrágio pelas almas do purgatório, mas também entre os vivos. Ora, não se pede a Deus por si, pelos que precisam e pelos que já se foram?
Sobre Santo Antônio conta-se que quando ele retornava da França para a Itália com alguns companheiros, bateu à porta de uma casa para pedir uma refeição. A dona da casa não era rica, mas tinha alguns mantimentos e um pouco de vinho. Com generosa gentileza, ela acolheu os frades franciscanos e preparou-lhes uma refeição simples. Para dar um toque especial, pediu emprestada uma jarra de cristal da vizinha. Encheu a preciosa jarra com vinho de um barril da sua adega. Enquanto os frades jantavam, um dos companheiros do santo, lamentavelmente, derrubou a jarra de cristal da mesa, que se estilhaçou no chão. Disfarçando sua frustração o melhor que pode, a anfitriã mordeu o lábio e voltou à adega para encher outra garrafa de vinho.
Para seu grande desapontamento, ela havia se esquecido de fechar a torneira do barril quando da primeira vez, e todo o vinho escorreu para o chão da adega. A pobre mulher subiu as escadas em lágrimas. Comovido com seu sofrimento, Antônio apoiou os cotovelos na mesa, inclinou a cabeça, cobriu o rosto com as mãos e rezou em silêncio. Enquanto ele suplicava aos céus, os fragmentos do jarro se juntaram milagrosamente e o jarro de cristal ficou como novo novamente. Maravilhada com esse milagre, a dona da casa correu de volta para a adega, na esperança de encontrar outro milagre. Para sua surpresa, o barril estava de fato cheio até a borda de vinho.
Fonte: Jefferson Roger