
O milagre de Marthe Robin

Nascida em 13 de março de 1902 em Châteauneuf-de-Galaure, França, filha de camponeses foi desde cedo predestinada por Deus a viver uma vida extremamente unida a paixão de Jesus em reparação pelas ofensas dos pobres pecadores. Desde muito cedo, aos 16 anos de idade começam os primeiros sintomas de encefalite, doença que irá acompanha-la por toda a vida. Em vão foram as várias tentativas de tratamento e enquanto seu quadro progredia sua espiritualidade também. Aos 23 anos ela oferece-se a Deus como vítima de amor e dois anos após compreende através de uma pregação em sua paróquia que sua vocação seria servir a Deus na doença e pela doença incessantemente para a salvação das almas. Um ano depois ela ficou tetraplégica e perdeu até os movimentos que lhe permitiam engolir e digerir qualquer tipo de alimento, assim permanecendo até sua morte em 1981.

Com 28 anos recebe os estigmas da paixão e passa a reviver toda a semana em seu corpo todos os sofrimentos físicos e morais de Jesus. Ficando assim pelos próximos anos ela desconsertava todos os médicos pelo fato de sobreviver sem dormir e se alimentar recebendo, apenas uma vez por semana, a comunhão em sua própria cama, o que acontecia sempre nas noites de quarta-feira. Após a comunhão ela entrava em êxtase vindo a acordar dias depois. No final de sua vida chegava a ficar em êxtase até 5 dias. Durante esses dias em que ela “revivia” a paixão de Jesus, na sexta-feira pouco depois das 15 horas, ela “caía” num aparente estado de morte vindo a “ressuscitar” com Jesus no domingo, embora saísse do êxtase apenas na segunda-feira. Como foi explicado, devido a sua doença, Marthe não podia deglutir e digerir alimentos então como se dava o fato dela receber a santa comunhão? Bondade divina, não importava o sacerdote, bastava aproximar a hóstia de sua boca e, nas palavras dos padres, “era como se a comunhão escapasse das mãos” entrando na boca de Marthe para desaparecer em seguida. Quando sua vida coincidiu com o período da segunda guerra mundial, a maior necessidade de reparação exigiu de Marthe que ela ficasse cega até o final de sua vida. Compreende-se pela imensa graça que Deus concedeu a Marthe, a fúria violenta de satanás contra esta serva de Deus, que era violentamente espancada por uma mão invisível, e isso diante de presentes, ao ponto do seu diretor, o Padre Finet, convidar padres que não acreditavam no demônio a fazerem uma visita a Marthe ao cair da noite e verem com seus próprios olhos as impressionantes cenas de terror que lá se desenrolavam.
