
Pelos vivos, pelos mortos e pelos santos
Entre nós, como diz Jesus, não deve ser assim. Alguns não se recordam que dia 01 de novembro é dia de todos os santos. Dia em que a igreja faz memória a todos que já passaram por aqui, trilharam o caminho do Cristo e estão nos céus. O faz (a Igreja) dessa maneira para ser justa, imitando aquele que é justo e assim não só fazendo memória dos santos que são públicos e mais conhecidos mas a todos. Depois entramos pelo dia 02 de novembro rezando pelos fiéis defuntos, por todos que adormeceram na esperança da ressurreição.
Ademais é importante relembrar a passagem do apóstolo São Paulo que nos recorda a rezarmos uns pelos outros. Como membros do corpo de Cristo cabeça e por isso, parte de sua igreja, peregrina (os vivos aqui na terra), padecente (os que morreram e que estão no purgatório) e triunfante (os que morreram e que já estão na presença de Deus) somos relembrados por São Paulo entre tantos, que devemos sim, agir dessa forma, orar uns pelos outros. Este ensino é obra de misericórdia espiritual.
Porém, atenção, o verbo de Deus, sabedoria encarnada no seio da Virgem Maria nos pede mais. E o que ele pede é nossa imitação ao Pai Eterno (Mateus 5,48) nos advertindo que não quer atitudes mornas (Apocalipse 3,16) e não quer uma atitude de salário mínimo (Mateus 5,43-48). Portanto, se devemos ser obedientes ao Pai e aos seus mandamentos que procedem como nos explica o Cristo (Mateus 22,36-40) dos mandamentos do amor, se é pelos vivos, é por todos os vivos, se é pelos mortos, é por todos os mortos, se é pelos santos, é por todos os santos. Jesus não veio para que todos cheguem ao conhecimento da verdade e sejam salvos?
Outrossim, vale recordar que o católico não tem hora para ser católico. Jesus disse vigiai e orai “sem cessar”. Ora, não temos hora do dia para sermos católicos, nem hora do dia para rezarmos por alguém. Como diz Nossa Senhora, devemos aprender com a vida e o exemplo dos santos (Hebreus 6,12), muitos deles faziam da oração mental, uma atitude muito presente em seus cotidianos de vida. Com 168 horas na semana, separamos apenas 1 hora para irmos na missa? Não é uma pobreza só? Queremos de Deus o bom e o melhor, mas não queremos agir em resposta ao seu amor na mesma proporção? Não temos tempo? Não temos interesse? Outras coisas nos apetecem mais? Pois é, os Mosqueteiros defendiam o lema “um por todos e todos por um”. Por que muitos não agem assim? Um (Deus) por todos e todos (os filhos de Deus) por um (cada membro do corpo de Cristo, por amor a Deus)?
Não temos hora marcada para corrermos a Deus pedir sua ajuda, mas temos falta de tempo para agirmos como soldados de Cristo e fazermos nossa parte pelo bem das almas a serviço da sua Igreja. Temos que lembrar que, como dizem os antigos, Deus está vendo. Tudo no final das contas é entre cada um e Deus e ele já colocou na mesa que nossa situação final passa pela medida das obras (Romanos 2,5-8).
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fonte: Jefferson Roger