A que ponto chegamos



Tudo pode? Tudo é certo? Tudo vale? Tudo depende? Não vemos o mal onde ele existe, não vemos a gravidade das coisas onde elas existem; tampouco sentimos que o bem que deixamos de fazer irá nos prejudicar.

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Nossa percepção sobre as coisas foi diminuída pelo embotamento da mente. Destinamos para ela pouquíssimo espaço para as seriedades necessárias da vida. Tudo é passível de nos escravizar. Prazeres, vícios de diversas naturezas concorrem perigosamente para nossa definitiva derrocada, e diga-se derrocada da alma.

Valores são modificados com extrema facilidade e buscamos conforto e prazer em lugares e coisas erradas. Claro, muitos vão argumentar que é difícil e vão acertar. É difícil mesmo; não sendo à toa que por isso, Jesus nos disse que “sem ele nada podemos fazer” – João 15,5. Certamente quando as pessoas tentam resolver problemas apenas com suas próprias forças sofrem muito mais dificuldade além daquela já predestinada.

Sejam problemas de ordem física ou espiritual, sem a assistência do Espírito Santo e seus dons, a resolução de muitas coisas e o enfrentamento de muitas batalhas de qualquer natureza se tornam tarefas praticamente intransponíveis. O ser humano não pode deixar de pensar e encarar o fato de que sua realidade é material e espiritual, sua alma é desejada para a eternidade junto de Deus e junto do demônio e a caminhada para o destino eterno passa por escolhas e atitudes. Tudo é muito sério, assim nos colocou Jesus, e tudo é muito grave para se deixar passar por nossa vida e nossos olhos com tanta leviandade. A que ponto chegamos? Dar pouca, quase nenhuma ou nem isso para um assunto tão grave? Uma vida para se viver, uma alma para se salvar e uma existência sem o conhecimento do fim terreno para concluir a corrida e como diz o apóstolo, combater o bom combate, sendo merecedores, pelas obras, da coroa da glória eterna, concedida depois do julgamento (Apocalipse 22,12).

Fonte: Jefferson Roger