Catequista não tira férias
Desta forma, feito esta pequena reflexão sobre a realidade do católico, entramos por aqui na questão do chamado vocacional, que como já vimos na carta aos Romanos é um dom irrevogável e que deve ser levado a sério, cultivado e regado todos os dias como uma plantinha. Alguém conhece uma plantinha de vaso que se não cuidarmos continua a florescer e criar lindas e viçosas folhas? Eu não conheço. Pensem numa violeta, caros leitores, só para fins análogos. Se não se dedicar ela não floresce. Quem já teve ou tem sabe do que falo. Pois bem, assim são nossos dons. Não podem ficar no armário ou na estante juntando poeira. Isso traduzindo para nossa realidade espiritual significa cruzar os braços, igual os apóstolos fizeram entre a Ascensão de Jesus e o dia de Pentecostes. Ficaram escondidos com medo. Se não se lembra basta dar uma olhadinha em atos dos Apóstolos para reavivar a memória. Não deve ser assim, se todo o fiel batizado e crismado tem um compromisso como membro do corpo de Cristo que é a sua igreja, falemos então da figura do catequista. Chamado a estar nas primeiras fileiras da evangelização das pessoas que estão chegando à esta igreja e para aquelas que já estão nela. O catequista é uma pessoa que não tira férias. O período da catequese tem sim, algumas paradas, mas o catequista precisa continuar a sua tarefa de aprofundamento religioso, sempre mantendo uma grande intimidade com suas práticas religiosas. Alguém deixa de escovar o dente ou de tomar banho? Tira férias dessas atividades? Com certeza não e porque então, com as questões espirituais muitos relaxam em seus cuidados? Somos um composto de corpo e alma, o cuidado precisa existir para ambos.
O mundo com sua catequese se renova e sempre busca meios de promover seus prazeres terrenos que no final das contas abrem possibilidades para que muitos desistam da subida para a pátria celeste. O catequista não pode relaxar, não pode fraquejar e deve ter sempre em mente este porquê – 1ª Pedro 3,15. Porque é preciso ser catequista, porque é preciso conhecer bem a religião que pratica. Dentro e fora do ambiente catequético, a evangelização continua. Nas orações, nas leituras, nas meditações e reflexões, nos rosários e nos exemplos, fora e dentro de casa. É preciso sentir-se “catequista”, assumir o chamado, as responsabilidades e a confiança que Deus colocou sobre si. Receio da missão? Recorra aos Corações Santíssimos de Jesus e de Maria, nossos primeiros catequistas.
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fonte: Jefferson Roger