
Arquidiocese e o Covid-19
“Diante da difusão exponencial do vírus COVID – 19, em ritmo mais acelerado do que os conhecidos em outros países, e a consequente pandemia em pleno movimento, elevando em muito os riscos de contaminação, consideramos mais acertado reavaliar as determinações dos últimos dias e optar por caminhos que favoreçam ainda mais as disposições preventivas. Segue, pois, que:
– As Celebrações Eucarísticas, ou quaisquer outras, bem como eventos religiosos de qualquer ordem, não sejam realizadas nem mesmo para pequenas aglomerações. Com isso se quer proteger melhor a saúde dos padres, dos membros das equipes litúrgicas e da comunidade.”
Pois bem, está confirmada a tendência da suspensão da santa missa (entre outras celebrações). A oração mais perfeita e que mais agrada a Deus (segundo Nossa Senhora em suas aparições), quando o fiel participa de maneira frutuosa, agora está suspensa até nova ordem.
Recordo-me com isso que, no passado, existiram santos que por estarem doentes, acamados e, portanto, impossibilitados de irem à missa e receberem a comunhão, choravam em seus leitos hospitalares no momento da santa missa. O primeiro golpe foi proibir a comunhão na boca, agora a santa missa (que festa deve estar fazendo o inferno). Tudo (alegam) pelo bem da saúde pública, porém, a saúde espiritual é um detalhe que pode ficar de lado…
É um dilema para a humanidade e um paradoxo a ser vivido. Se somos um composto de corpo e alma o que fazer com os cuidados da alma em tempos como esse? Ela que aguarde? Pois bem, voltemos às raízes. Todavia, como nos é impossível ir à missa e comungar, o terceiro mandamento não fica desobedecido, pois Deus vê de quem é a culpa em casos como esse. Como diz Santo Antão, é hora de lutarmos com a única arma do cristão: a oração.
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Fonte: Jefferson Roger